
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta quarta-feira (25) o aumento do imposto de importação sobre mais de mil produtos, como smartphones e equipamentos industriais. Segundo ele, a iniciativa tem caráter regulatório e busca proteger a produção nacional.
Haddad afirmou que mais de 90% dos itens afetados são fabricados no Brasil, o que, em sua visão, minimiza o impacto sobre os consumidores. “Qual é o objetivo? Trazer essa empresa para o território nacional. Não tem impacto, a não ser na proteção da produção nacional”, declarou o ministro.
Reajuste e impacto fiscal
A decisão do governo, que pode elevar as tarifas em até 7,2 pontos percentuais, já teve parte de seus novos percentuais implementados, com o restante previsto para março. A medida tem potencial para injetar R$ 14 bilhões anuais nos cofres federais, auxiliando o cumprimento da meta fiscal de 2026.
Setores e produtos atingidos
Além de smartphones, a alta do imposto abrange máquinas e equipamentos essenciais para diversos setores industriais, como caldeiras, geradores, turbinas, fornos industriais, robôs, empilhadeiras, tratores e equipamentos médicos como ressonância magnética e tomógrafos.
Críticas e posicionamento do governo
O anúncio gerou críticas de setores empresariais e da oposição, que temem o aumento de custos e a elevação de preços. O governo, contudo, sustenta que a medida corrige distorções e fortalece a indústria brasileira.
Smartphones: impacto e exceções
No segmento de celulares, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) esclareceu que a medida não afeta aparelhos fabricados no Brasil, que já dominam 95% do mercado nacional. Marcas como Apple, Samsung e Motorola não devem ser impactadas, enquanto a Xiaomi pode ser afetada por não possuir produção local.
A política mantém a tarifa zero para componentes importados sem produção similar no Brasil, uma estratégia para evitar o encarecimento da indústria local.
Com informações da Agência Brasil







