
O Governo do Amazonas, por meio da Defesa Civil e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedecti), reuniu-se nesta terça-feira (14/04) com representantes da indústria, comércio e serviços para discutir as previsões para a cheia e vazante em 2026. O encontro objetivou o diálogo e a troca de informações técnicas para um planejamento mais eficiente diante de eventos hidrológicos extremos, intensificados pela crise climática global.
Previsão de El Niño e seus efeitos
A Defesa Civil do Amazonas monitora continuamente as previsões climáticas e confirmou, junto a órgãos internacionais, a predominância do fenômeno El Niño a partir de maio. Essa condição pode influenciar as condições hidroclimatológicas do estado, potencialmente causando um pico de vazante antecipado e severo em 2026.
Estratégias preventivas e colaboração
Diante da previsão de uma estiagem acentuada para este ano, o secretário de Estado da Defesa Civil, coronel Francisco Máximo, ressaltou a importância das reuniões preparatórias para ações preventivas. “O nosso objetivo maior é preparar o nosso Estado para enfrentar todos os cenários críticos”, afirmou.
Durante o encontro, foram apresentadas análises e cenários elaborados por órgãos de monitoramento, além de orientações para mitigar impactos econômicos, logísticos e sociais. A iniciativa visa fortalecer a atuação integrada entre governo e iniciativa privada, especialmente em setores como transporte, abastecimento e produção.
O titular da Sedecti, Gustavo Igrejas, destacou a importância do diálogo para “minimizar ao máximo os efeitos de uma possível seca severa”. A ideia é garantir que não haja prejuízos para a indústria, o comércio e a sociedade em geral.
Perspectiva do setor produtivo
Anderson Chaves, representante da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), enfatizou a dependência do segmento de duas rodas da cadeia logística. “O rio é a nossa estrada, então precisamos dessa prioridade para não impactar todo o planejamento de produção”, declarou, ressaltando que a previsibilidade é essencial para um cenário positivo para todos.
Fortalecimento do sistema de monitoramento
O Governo do Amazonas tem investido no fortalecimento do sistema de monitoramento e alerta, com a ampliação do Centro de Monitoramento e Alerta. Segundo o coronel Francisco Máximo, esses investimentos “estão dando a capacidade de enxergarmos de forma mais antecipada todos os problemas que esses eventos climáticos extremos podem causar”.
Situação dos municípios
Atualmente, 15 municípios amazonenses estão em situação de emergência devido à cheia: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá e Tonantins. Outros quatro estão em nível de alerta e 31 em situação de atenção.
Com informações da Agência Amazonas








