
O Ministério da Saúde está promovendo um mutirão inédito neste fim de semana, dedicado exclusivamente ao público feminino. Centenas de hospitais públicos, privados e filantrópicos em todas as regiões do Brasil abrirão suas portas neste sábado (21) e domingo (22) para a realização de exames, cirurgias e procedimentos previamente agendados.
A iniciativa é resultado de uma união de esforços para otimizar atendimentos já programados. Serão oferecidos exames essenciais para o diagnóstico precoce de doenças, além de procedimentos como tomografias, ressonâncias magnéticas e ultrassonografias.
Cirurgias e procedimentos diversos
O mutirão contemplará cirurgias ginecológicas, incluindo histerectomia, reconstrução mamária, retirada de tumor no útero e laqueadura. Procedimentos gerais como cirurgias de catarata, tratamento de varizes, e retirada de hérnia, vesícula e tumores na pele também estão na lista.
O público-alvo abrange mulheres de todas as idades, desde crianças até idosas, que foram previamente agendadas pelos gestores de saúde municipais, seguindo critérios estabelecidos pelas centrais de regulação.
Instituições mobilizadas
Participam da ação santas casas, outras instituições filantrópicas, seis hospitais federais, o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e 45 hospitais universitários federais distribuídos em 25 estados.
Além dos procedimentos, os locais oferecerão 3,8 mil implantes de Implanon, método contraceptivo subdérmico de alta eficácia e duração de três anos, para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Transporte e hospedagem gratuitos
Para garantir o acesso das pacientes, o mutirão prevê transporte gratuito para cerca de 36 mil mulheres que residem em localidades mais distantes. A iniciativa, em parceria com o aplicativo de mobilidade urbana 99, disponibiliza 73 mil vouchers de deslocamento (ida e volta) de até R$ 150.
Os cupons, válidos entre 20 e 23 de março em 40 cidades, incluindo 21 capitais, serão distribuídos pelas secretarias de saúde locais. Cada paciente receberá um código exclusivo e instruções para uso do aplicativo.
Mulheres indígenas em áreas de difícil acesso contarão com transporte e hospedagem gratuitos nas Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casais). Elas serão atendidas por hospitais universitários localizados próximos a seus territórios, em cidades como Boa Vista, Brasília, Goiânia, Manaus, Belém, entre outras.
Com informações da Agência Brasil







