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quarta-feira, 8 de abril de 2026
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Projetos de IA em segurança pública levantam preocupações sobre controle e vigilância no Brasil

Projetos legislativos voltados para o uso de inteligência artificial (IA) na segurança pública no Brasil têm gerado preocupações sobre o aumento do controle e da vigilância sobre os cidadãos. Documento divulgado pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (IDMJR) aponta que muitas dessas propostas focam em monitoramento urbano, reconhecimento facial e programas de vigilância, levantando sérias questões sobre a invasão da privacidade.

Ameaça ao Estado Democrático de Direito

O dossiê destaca que o uso generalizado de novas tecnologias em segurança pode representar uma ameaça ao Estado Democrático de Direito. A invasão do direito à privacidade dos cidadãos é um ponto central da crítica, fundamentada em marcos legais como a Constituição brasileira e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Iniciativas de Monitoramento e Vigilância

Entre as proposições legislativas que envolvem IA na segurança pública, o documento lista iniciativas como a aquisição de drones para operações policiais, a criação de centros de monitoramento, sistemas integrados de reconhecimento facial e até a instalação de totens de segurança blindados. A proposta de criação de fundos para financiar esses usos também é mencionada.

Racismo Estrutural e Segurança Pública

A IDMJR, organização que produz o Dossiê Orçamentário 2026, atua no enfrentamento à violência de Estado e busca debater a segurança pública sob a ótica do racismo estrutural. A entidade ressalta que a proteção da personalidade e o direito à privacidade são garantidos pela Constituição Federal, com a LGPD reforçando esses preceitos.

Com informações da Agência Brasil