Michelle Bolsonaro é recebida no Paraná aos gritos de “senadora”

Durante evento do PL Mulher realizado neste sábado (16) em Curitiba, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi recebida com gritos de “senadora” entoados por seus apoiadores. A atitude do público acontece em um contexto em que o atual senador, o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil-PR), corre o risco de ter seu mandato cassado a pedido da Procuradoria Regional Eleitoral do estado.

Michelle reagiu dizendo aos paranaenses que Deus lhe dará sabedoria para fazer uma boa escolha.

– Eu, senadora? Daqui? Deus vai dar sabedoria para vocês escolherem o melhor para o estado do Paraná. Uma pessoa que realmente seja elegante e possa trabalhar pelo estado maravilhoso de vocês – respondeu Michelle.

Vale lembrar que a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou o ex-juiz após o episódio envolvendo a sabatina de Flávio Dino no Senado. Nas redes sociais, Michelle compartilhou as imagens de Moro e Dino sorrindo e se abraçando, e declarou que “não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido”.

Durante o evento do PL, que é o último do ano, Michelle também direcionou críticas a Dino, recém-aprovado como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), responsável por indicá-lo.

– Nós vimos esses dias, o presidente falando cheio de alegria, que o sonho dele de quase três décadas se concretizou com um comunista dentro do STF. Aonde ocorreu a maior revolução sangreta? Foi por um comunista, que perseguiu cristãos. Não foi por falta de aviso – acrescentou.

CASO MORO
O Ministério Público Federal (MPF) pediu a cassação de Moro, sob a alegação de que ele teria cometido abuso do poder econômico durante a campanha eleitoral do ano passado. As ações foram propostas pelo PL e também pela federação de partidos composta por PT, PV e PCdoB.

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro se filiou ao Podemos em novembro de 2021, com o intuito de ser candidato a presidente da República. Em março de 2022, porém, ele mudou de partido e passou a integrar o União Brasil. Logo depois, anunciou que concorreria ao Senado, e não mais ao Palácio do Planalto.

Os partidos que ingressaram com as ações argumentaram que, com essa mudança, os gastos da pré-campanha de Moro – antes destinados à corrida presidencial – “suprimiram as chances dos demais concorrentes” ao Senado pelo Paraná. O Ministério Público concordou com essa reclamação.

Pleno News 

Foto: Divulgação 

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