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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Projeto ‘Escola em Paz’ leva prevenção à violência contra a mulher a escolas municipais de Manaus

Cerca de 200 estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental de quatro escolas municipais de Manaus participaram, nesta quarta-feira (12/8), de atividades do projeto “Escola em Paz”. A iniciativa, promovida pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), visa conscientizar os jovens sobre a prevenção à violência contra a mulher e promover a cultura da paz.

Ações simultâneas e foco na conscientização

As escolas municipais João Alfredo, Professora Noêmia Santana do Nascimento da Costa, Rodolpho Vale e Professora Eliana Lúcia, localizadas na zona Oeste da capital, sediaram a programação. As atividades incluíram palestras e rodas de conversa sobre prevenção à violência doméstica e familiar, além de práticas de Justiça Restaurativa, como os círculos de construção da paz.

‘Agosto Lilás’ inspira atividades

A ação faz parte da campanha “Agosto Lilás”, que busca conscientizar e combater a violência contra a mulher. O coordenador do Núcleo de Parcerias Institucionais (Nupi) da Semed, Ricardo Simões, destacou a importância da parceria para ampliar o alcance das ações preventivas nas unidades de ensino.

“Essa parceria fortalece o trabalho de construção da cultura da paz nas escolas. Neste ‘Agosto Lilás’, estamos levando aos estudantes a discussão sobre a prevenção e o combate à violência doméstica”, afirmou Simões. Ele ressaltou que a iniciativa alcança aproximadamente 200 alunos e reforça a importância de trabalhar essa temática com toda a comunidade escolar.

Diálogo e empoderamento estudantil

Na Escola Municipal João Alfredo, alunos do 9º ano participaram de um círculo de construção da paz. Bianca dos Santos Silva, 14 anos, considerou a atividade fundamental para ampliar o conhecimento sobre a violência contra a mulher e os meios de buscar ajuda.

“É importante falar sobre a violência contra a mulher, porque muitas sofrem e não conseguem falar. É fundamental saber como sair de uma situação de violência e a quem pedir ajuda”, comentou a estudante, que já tem conhecimento sobre a Lei Maria da Penha e dialoga com colegas sobre o tema.

Justiça Restaurativa como ferramenta

Bruna Maia, técnica jurídica e facilitadora em Justiça Restaurativa do projeto, explicou que o objetivo é oferecer um espaço seguro para que os jovens possam dialogar, compartilhar experiências e construir coletivamente formas de prevenir conflitos e melhorar a convivência.

“O projeto oferece aos jovens um espaço seguro de fala e escuta, no qual podem dialogar sobre experiências e construir coletivamente formas de prevenir conflitos e melhorar a convivência”, disse Bruna. Ela exemplificou que, a partir de situações fictícias de violência, os alunos puderam refletir e discutir estratégias para lidar com essas ocorrências.

Com informações da Prefeitura de Manaus