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quinta-feira, 11 de junho de 2026
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Maternidade Moura Tapajóz atualiza equipe sobre sífilis congênita e reforça prevenção em Manaus

A Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), unidade administrada pela Prefeitura de Manaus, realizou na última quarta-feira (10/6) uma capacitação para sua equipe médica e de enfermagem sobre o manejo da sífilis congênita, com o objetivo principal de aprimorar a prevenção da transmissão vertical. A atualização foi ministrada pela médica infectopediatra Tyane Almeida Jardim.

Sífilis congênita: um desafio em saúde pública

A sífilis congênita é uma infecção que pode ser transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto, caso a gestante não tenha sido tratada ou tenha recebido tratamento inadequado para a sífilis. Dados do Ministério da Saúde apontam uma redução nos casos de sífilis congênita no Brasil em 2024, com 24.443 diagnósticos, comparado aos 27.120 registrados em 2022. Apesar da queda, a diretora da MMT, Núbia Cruz, ressalta a necessidade de intensificar as ações de prevenção.

Prevenção e diagnóstico rápido são essenciais

“É de extrema importância seguirmos intensificando a testagem para sífilis durante o pré-natal e, em caso de resultado reagente (positivo), tratarmos imediatamente as gestantes e suas parcerias sexuais para evitar a transmissão vertical”, destacou Cruz. O teste rápido para sífilis é disponibilizado gratuitamente em todas as unidades de saúde da rede municipal, incluindo gestantes no início do pré-natal.

O teste, que utiliza uma gota de sangue da ponta do dedo, oferece resultados em poucos minutos e o tratamento é considerado simples. A pediatra neonatologista e gerente técnica da MMT, Sigrid Nascimento, alertou para as graves consequências da sífilis congênita, que podem incluir aborto, parto prematuro, malformações como cegueira e surdez, deficiências intelectuais e até morte neonatal.

Ações contínuas na Maternidade Moura Tapajóz

A Maternidade Dr. Moura Tapajóz implementa a testagem para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), incluindo a sífilis, em todas as mulheres em trabalho de parto. A diretora Núbia Cruz explicou que, mesmo em casos onde o tratamento foi iniciado e interrompido pela gestante, a maternidade procede com o tratamento da mãe e do recém-nascido, garantindo o acompanhamento necessário.

“Nesses casos, o bebê precisa ficar internado na maternidade recebendo acompanhamento e medicação, além de ser necessário acompanhamento específico nos primeiros meses de vida”, concluiu a diretora, reforçando o compromisso da unidade com a saúde materno-infantil.

Com informações da Prefeitura de Manaus