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quarta-feira, 15 de abril de 2026
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Haddad: crise do Banco Master é “pancada” no sistema financeiro, mas sem risco sistêmico

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a crise envolvendo o Banco Master como uma “pancada como nunca se viu na história do sistema financeiro brasileiro”, mas ressaltou que a situação não representa um risco sistêmico para a economia do país. Segundo ele, os impactos estão restritos ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que é mantido pelas instituições financeiras para cobrir eventuais quebras.

Em entrevista ao Flow Podcast, Haddad detalhou que a situação “machuca o Fundo Garantidor de Crédito para valer”, estimando que esteja consumindo entre 30% e 50% do volume do fundo. Apesar disso, o ministro reforçou que a concentração no FGC limita o alcance da crise.

Maior fraude bancária da história

Haddad reiterou sua visão de que o caso do Banco Master configura “a maior fraude bancária da história do Brasil”. Ele assegurou que o governo federal está “100% alinhado em levar isso [as investigações] até o fim e dentro da lei”.

Revisão de normas pelo Banco Central

O ministro informou que o Banco Central já iniciou uma revisão nas normas de segurança do sistema financeiro para evitar que situações semelhantes ao caso do Banco Master se repitam. “As brechas que permitiram ao Banco Master fazer essa operação não podem existir mais”, afirmou.

Ele explicou que algumas normas já foram alteradas e que o Banco Central está em processo de revisão para impedir novos incidentes.

Relação com o presidente Lula

Fernando Haddad mencionou que não conhece Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nunca teve uma agenda oficial com o banqueiro. O único contato relatado foi um encontro em que Vorcaro teria se queixado de perseguição por grandes bancos.

Na ocasião, Lula teria respondido que em seu governo ninguém seria perseguido ou favorecido, mas que a lei seria cumprida. “O que quer que aconteça com teu banco, vai ser uma decisão técnica de um órgão independente do governo, que é o Banco Central, que tem autonomia para tomar a decisão que quiser”, teria dito o presidente.

Com informações da Agência Brasil