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terça-feira, 23 de junho de 2026
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EBC inicia testes da TV 3.0 em Brasília com foco em interatividade e qualidade de imagem

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) deu um passo significativo na evolução da televisão brasileira ao lançar, nesta terça-feira (14), a estação de testes da TV 3.0, também conhecida como DTV+, na Torre de TV, em Brasília. A iniciativa, fruto de uma colaboração entre a EBC, o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), visa aprimorar o Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T).

Convergência de tecnologias para o futuro da TV

A TV 3.0 propõe a integração entre a radiodifusão tradicional e a internet, com o objetivo de entregar aos espectadores uma qualidade superior de imagem e som, além de um nível inédito de interatividade. Nesta nova fase, os canais televisivos serão apresentados como aplicativos na tela das TVs, permitindo ao público uma experiência mais dinâmica e personalizada.

Personalização da experiência do espectador

Com a TV 3.0, o espectador terá o controle sobre como consome o conteúdo. Por exemplo, ao assistir ao programa “Sem Censura” da TV Brasil, será possível escolher a câmera para focar na apresentadora Cissa Guimarães ou ajustar o volume da apresentação musical. Em transmissões esportivas, como jogos de futebol, o usuário poderá selecionar o ponto de vista desejado no estádio, ouvir a torcida específica de seu time ou escolher a narração de um locutor preferido.

Uma revolução para a radiodifusão

Antônia Pellegrino, presidenta da EBC, compara a chegada da TV 3.0 à transição do sinal analógico para o digital, classificando-a como uma “revolução para a radiodifusão”. Ela ressalta o potencial da nova tecnologia para criar “novas formas de assistir televisão no Brasil” e trazer “ganhos muito grandes para o setor audiovisual, para o jornalismo e para inúmeras frentes que compõem a radiodifusão”.

Pellegrino enfatiza a importância da “comunicação pública nos testes com a nova tecnologia”, destacando a “vocação para democratização do conhecimento da informação” dos canais públicos. Bráulio Ribeiro, diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC, complementa que a TV 3.0 permitirá “a entrega de mais conteúdos, informações complementares, vídeos complementares”, aproximando a experiência da TV aberta de uma “experiência conectada, uma experiência logada”.

Implementação gradual ao longo de uma década

A transição para a TV 3.0 ocorrerá em etapas, semelhante ao processo de digitalização anterior. Após a fase de testes em Brasília e São Paulo, a tecnologia será expandida para outras capitais e grandes cidades, seguida por municípios de menor porte. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, estima que a implantação completa levará cerca de uma década, dependendo de investimentos das emissoras em novos equipamentos e da disponibilidade de aparelhos de TV compatíveis ou conversores “Set-Top Box”.

O “Set-Top Box” se conectará à TV via HDMI e à antena digital atual. Embora o funcionamento básico não exija internet, o acesso a recursos interativos e de streaming dependerá de conexão Wi-Fi ou cabo Ethernet. Octavio Penna Pieranti, conselheiro da Anatel, justifica os investimentos ao lembrar que “a televisão aberta é o meio de comunicação mais inclusivo que temos” e que o brasileiro dedica “mais de 5 horas diárias de televisão”, uma plataforma crucial para “que o Estado também esteja cada vez mais próximo do cidadão”.

Com informações da Agência Brasil