
O governo federal está elaborando um novo plano para oferecer suporte a setores da economia brasileira que ainda sentem os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos. A iniciativa visa auxiliar empresas que foram prejudicadas por essas medidas, especialmente aquelas ligadas à produção de aço e alumínio, e autopeças.
Detalhes do plano “Brasil Soberano 2.0”
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, confirmou que o governo estuda formas de apoiar empresas incluídas na Seção 232 das tarifas americanas. Setores como o de aço e alumínio enfrentam uma alíquota extra de 50%, enquanto autopeças pagam 25% de tarifa no mercado dos EUA.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, explicou que a ideia é replicar o sucesso do programa “Brasil Soberano”, criado no ano passado para auxiliar exportadores afetados pelo aumento das tarifas. A nova versão, “Brasil Soberano 2.0”, tem o objetivo de ser uma medida similar.
Recursos e experiência anterior
Mercadante destacou que o novo plano utilizará recursos já disponíveis no BNDES, sem a necessidade de recorrer ao Tesouro Nacional. “Os recursos já existem, agora tem que ser modelado”, afirmou, indicando que o Ministério da Fazenda já desenhou a iniciativa e aguarda a definição final do presidente Lula.
O programa anterior, “Brasil Soberano”, disponibilizou R$ 30 bilhões em crédito extraordinário, dos quais cerca de R$ 17 bilhões foram utilizados. A intenção agora é reaproveitar parte dos recursos remanescentes para auxiliar as empresas mais afetadas e que sofrem com desvalorização de forma mais prolongada.
Com informações da Agência Brasil







