
O Banco Central (BC) aprovou uma resolução que autoriza os bancos a descontarem os valores que terão de antecipar ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) do compulsório. O compulsório é uma reserva obrigatória que as instituições financeiras devem manter no BC.
Alívio financeiro para bancos
A medida tem o potencial de liberar cerca de R$ 30 bilhões para os bancos ainda neste ano. No entanto, o BC esclarece que essa liberação de recursos não afetará a economia, pois servirá para compensar o dinheiro que deixará de circular devido às antecipações ao FGC.
Reforço ao FGC
O Fundo Garantidor de Créditos, uma entidade privada que assegura depósitos e aplicações de clientes em caso de falência bancária, decidiu em fevereiro que as instituições financeiras precisariam antecipar contribuições mensais. Essa medida visa cobrir um déficit em seu caixa, decorrente da quebra do Banco Master e outras instituições ligadas a ele. O objetivo é recompor o patrimônio do fundo e manter a confiança no sistema financeiro. O FGC é responsável por garantir a devolução de até R$ 250 mil por instituição liquidada e R$ 1 milhão por correntista a cada quatro anos.
O que muda com a nova regra
Anteriormente, os bancos eram obrigados a manter uma parte do dinheiro dos clientes depositada no Banco Central como reserva obrigatória, uma ferramenta utilizada pelo BC para controlar a liquidez e a estabilidade financeira. Com a nova regra, o valor antecipado ao FGC poderá ser abatido dessa reserva. Sem essa mudança, os bancos teriam que arcar com os custos adicionais sem compensação, enquanto agora poderão compensar esses aportes.
Impacto e escolhas dos bancos
O Banco Central estima que a liberação de até R$ 30 bilhões em 2026 poderá ser utilizada pelos bancos para conceder crédito ou realizar outras operações. A recomposição do compulsório ocorrerá gradualmente, mês a mês, conforme o vencimento das parcelas antecipadas ao FGC. Os bancos terão a opção de compensar esses valores sobre recursos de depósitos à vista, como contas correntes, ou a prazo, como Certificados de Depósito Bancário (CDB).
Segundo o BC, a decisão busca um equilíbrio entre fortalecer o fundo protetor de clientes bancários e evitar um aperto de liquidez no sistema financeiro.
Com informações da Agência Brasil







