
Um vereador do Rio de Janeiro foi preso nesta terça-feira (28) como parte da Operação Contenção Red Legacy, deflagrada pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro. A ação policial visa desarticular a estrutura nacional do Comando Vermelho, identificada como uma organização criminosa com características de cartel e atuação interestadual altamente estruturada.
Estrutura e liderança do Comando Vermelho
As investigações reuniram provas que demonstram uma cadeia de comando organizada, divisão territorial e articulação entre integrantes em diferentes estados do país. A operação já resultou na prisão de seis criminosos, incluindo o parlamentar carioca.
Envolvimento familiar e foragidos
A apuração também apontou a participação direta de familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, um dos principais líderes históricos da facção. Sua esposa, Márcia Gama, é suspeita de intermediar interesses do grupo fora do sistema prisional, enquanto o sobrinho Landerson atuaria como elo entre lideranças e atividades econômicas exploradas pela organização.
Márcia e Landerson não foram encontrados em seus endereços e são considerados foragidos da Justiça.
Corrupção e cooperação entre facções
Durante as investigações, foram identificados casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, como vazamento de informações e simulação de operações. A Polícia Civil ressaltou que tais condutas representam traição à instituição.
A estrutura criminosa investigada é de alta complexidade, com conselhos nacionais e regionais, e há indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Papel de Marcinho VP e outras lideranças
Apesar de estar no sistema prisional há quase três décadas, Marcinho VP é apontado como peça central na liderança do grupo, integrando o chamado conselho federal permanente. Outros integrantes com funções estratégicas identificados são o traficante Doca (liderança nas ruas), Luciano Martiniano da Silva, o “Pezão” (gestão financeira), e Carlos da Costa Neves, o “Gardenal” (operacionalização de determinações).
As investigações prosseguem para aprofundar a responsabilização penal e combater as estruturas financeiras e operacionais da organização.
Com informações da Agência Brasil







