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domingo, 21 de junho de 2026
Brasil Sistema de alerta de desastres sofre invasão e expõe fragilidades na segurança

Sistema de alerta de desastres sofre invasão e expõe fragilidades na segurança

Uma invasão ao sistema Defesa Civil Alerta na madrugada deste sábado (20) evidenciou fragilidades na segurança de uma das principais ferramentas de proteção da população em casos de desastres naturais. A falha resultou na transmissão de uma mensagem de Alerta Extremo falsa para milhões de aparelhos celulares em diversas regiões do país.

Avanços e vulnerabilidades do sistema

O secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Wolnei Wolff, reconheceu a falha e informou que uma nova versão do sistema, com foco em aprimorar a segurança, já está em desenvolvimento. No entanto, uma data exata para a conclusão e implementação da nova versão ainda não foi definida.

O esforço para aperfeiçoar o sistema de alerta é uma resposta à determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de migrar a distribuição de mensagens de emergência de SMS para a tecnologia Cell Broadcast, em 2023. Essa tecnologia utiliza a rede de telefonia celular para emitir alertas sonoros e visuais sobre riscos iminentes, como inundações, deslizamentos e rompimento de barragens, com o objetivo primordial de preservar vidas.

Como funciona o alerta de desastres

O acionamento do sistema ocorre a partir de previsões de órgãos de monitoramento climático. Agentes capacitados cadastram o alerta, que é transmitido diretamente aos aparelhos celulares na área afetada. O recurso não requer pacote de dados e funciona mesmo sem conexão Wi-Fi.

Os alertas podem ser classificados como severos (indicando necessidade de ações preventivas) ou extremos (indicando risco grave à vida e à propriedade). Os alertas extremos emitem um sinal sonoro característico, que só é interrompido após a liberação do usuário. Os alertas falsos transmitidos neste sábado foram classificados como extremos.

Vantagens e a questão da segurança

Entre as vantagens do atual sistema estão a dispensa de cadastro prévio de usuários e a rapidez no envio simultâneo para milhões de dispositivos, sem sobrecarregar a rede de telecomunicação. A regulamentação do sistema foi publicada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) em 2023, atribuindo à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil a gestão do serviço.

Em tese, o sistema só poderia ser acessado por pessoas treinadas, o que levou o órgão a tratar a invasão como um “incidente de segurança cibernética”. Uma das promessas da tecnologia é a precisão na entrega dos alertas apenas às populações em áreas de risco. Contudo, os disparos não autorizados desta madrugada foram distribuídos de forma aleatória, dificultando a quantificação de pessoas atingidas.

Relevância da ferramenta apesar das falhas

Apesar das melhorias ainda necessárias, a Anatel reforça a relevância do sistema de alertas por Cell Broadcast. A agência destaca que a ferramenta é apta a cumprir seu propósito de apoiar ações de prevenção e resposta a desastres, contribuindo para a proteção da população e a preservação de vidas.

Com informações da Agência Brasil