
Um trecho da Avenida Rei Pelé e da Rua São Francisco Xavier, na região da Mangueira, zona norte do Rio de Janeiro, foi palco de uma manifestação que resultou em bloqueios e interdições de vias. O protesto ocorreu em resposta a uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) da Polícia Civil na localidade conhecida como Favela do Metrô.
Bloqueio e Repercussão no Trânsito
Após a saída dos policiais, manifestantes atearam fogo em pneus e contêineres de lixo, bloqueando a Avenida Rei Pelé. Bombeiros foram acionados para controlar as chamas. A Polícia Civil informou que os agentes foram recebidos a tiros por narcotraficantes durante a ação em um ferro-velho, colocando em risco a população e os policiais, mas que não houve revide.
O trânsito ficou caótico na região. No sentido Méier, a lentidão se estendeu pela Avenida Rei Pelé. No sentido Centro, os reflexos atingiram a Rua São Francisco Xavier. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), localizada nas proximidades, orientou alunos, professores e funcionários a não se dirigirem ao campus Maracanã e, para quem já estivesse presente, a permanecer no local.
Impacto no Transporte Público
O sindicato Rio Ônibus informou que ônibus tiveram suas chaves retiradas e foram utilizados como barricadas na Rua São Francisco Xavier. Dezenove linhas que circulam na região tiveram seus itinerários impactados. Os veículos utilizados como barricadas pertenciam à linha A29046 – 457, que liga a Abolição a Copacabana.
Operação da Polícia Civil
A operação da DRF visava combater a comercialização ilegal de cabos e materiais metálicos. Cinco pessoas foram presas em flagrante por receptação qualificada em um ferro-velho clandestino na Rua São Francisco Xavier. O local era usado para receber e comercializar materiais furtados e sofria influência de traficantes do Morro da Mangueira.
Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), o estabelecimento funcionava como ponto de receptação de materiais furtados principalmente na Tijuca, Grajaú e Vila Isabel. Foram encontrados cabos de cobre de empresas de telefonia, uma balança, computador, caixa registradora e dinheiro. Os policiais também constataram a queima de cabos para dificultar a identificação da origem dos produtos.
Operação Caminhos do Cobre
A fiscalização faz parte da Operação Caminhos do Cobre, uma ação contínua da Polícia Civil para combater o furto de cabos e materiais metálicos, atuando em toda a cadeia criminosa. O ferro-velho já havia sido investigado e alvo de ações anteriores, incluindo uma prisão de cinco criminosos em 3 de julho pelo mesmo motivo.
Desde setembro de 2024, a DRF e outras delegacias realizaram mais de 580 fiscalizações em ferros-velhos, resultando em cerca de 270 prisões. Aproximadamente 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos foram apreendidas. Houve também pedido de bloqueio de R$ 240 milhões e aplicação de R$ 75 milhões em multas, consolidando a Operação Caminhos do Cobre como uma das maiores ofensivas contra a infraestrutura financeira do crime patrimonial no estado.
Policiamento e Liberação das Vias
A Polícia Militar informou que equipes do 3º BPM (Méier), 6º BPM (Tijuca) e das Rondas Especiais e Controle de Multidão (RECOM) foram deslocadas para o local para estabilizar a região e restabelecer o fluxo de trânsito. A situação foi controlada e as vias foram liberadas, com policiamento reforçado na área.
Com informações da Agência Brasil








