
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (19) a Operação Narcofluxo, que resultou na prisão de influenciadores digitais suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro. Ao todo, foram expedidos 39 mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão. Segundo a PF, 33 prisões já foram cumpridas, e as buscas pelos demais detidos continuam.
Operação Narcofluxo: como funcionava o esquema
A Narcofluxo é um desdobramento da Operação Narcobet, iniciada no final do ano passado. A investigação mira uma associação criminosa que utilizava um complexo mecanismo financeiro para legalizar dinheiro proveniente de atividades ilícitas, incluindo tráfico de drogas, apostas e rifas online ilegais.
De acordo com o delegado regional da Polícia Judiciária, Marcelo Maceiras, o grupo utilizava pessoas de grande visibilidade para promover empresas de apostas e rifas ilegais, movimentando valores sem levantar suspeitas das autoridades.
“O grupo reunia pessoas de visibilidade para fazer propaganda das empresas de apostas e rifas ilegais e movimentar dinheiro sem chamar a atenção de autoridades”, explicou Maceiras em coletiva de imprensa. Ele detalhou que o dinheiro ilegal era introduzido no sistema financeiro formal através do pagamento a figuras públicas, disfarçado como receita legítima.
MC Poze do Rodo é um dos presos
Um dos detidos é o influenciador Marlon Brandon Coelho Couto Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, de 27 anos. Ele foi preso em sua residência, localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Medidas de constrição patrimonial e abrangência da operação
As medidas de constrição patrimonial incluem o sequestro de bens e restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e resguardar ativos para eventual ressarcimento.
Além do Rio de Janeiro, a operação cumpriu mandados em outros oito estados: Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.
As investigações apontam que o grupo utilizava processadoras de pagamento legais para movimentar grandes quantias, avançando para as fases finais da lavagem de dinheiro com o uso de “laranjas” para descentralizar os recursos e dificultar o rastreamento.
Com informações da Agência Brasil








