
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou a suspensão das atividades de quatro empresas que operavam voos panorâmicos na cidade do Rio de Janeiro. A medida foi divulgada nesta terça-feira (18) e faz parte de um esforço intensificado de fiscalização em resposta a acidentes aéreos recentes na capital.
Intensificação da fiscalização
Nas últimas semanas, a Anac aumentou as inspeções em empresas e aeronaves autorizadas para voos panorâmicos no Rio. Atualmente, 12 empresas utilizam 46 aeronaves para essa atividade. Dos nove empreendimentos fiscalizados até segunda-feira (17), quatro tiveram seus serviços suspensos por irregularidades.
“Estamos falando de 50% até hoje das atividades de voos panorâmicos do Rio de Janeiro que estão com algum tipo de irregularidade. Esse é um número preocupante e altíssimo”, declarou o diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein.
Ações conjuntas e revisão regulatória
As fiscalizações foram reforçadas a pedido da prefeitura do Rio, diante de uma série de acidentes aéreos, incluindo a queda de helicópteros que resultou na morte de 13 pessoas na cidade desde janeiro. A prefeitura também suspendeu o uso do heliponto da Lagoa por empresas de voo panorâmico.
“As fiscalizações são ações ordinárias da Anac. No entanto, diante dos fatos ocorridos na cidade do Rio de Janeiro nos últimos meses, foi necessário o reforço nas ações, especialmente em relação às empresas que oferecem serviços de voos panorâmicos”, explicou Faierstein.
A Anac também anunciou que revisará o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil 136 (RBAC 136), focado em voos panorâmicos, para aprimorar os requisitos de segurança operacional. A agência incentivou a participação pública no processo.
Participação do usuário
Tiago Chagas Faierstein ressaltou a importância da colaboração dos usuários para a segurança. Ele indicou a plataforma “Voe Seguro”, onde passageiros podem consultar o prefixo da aeronave para verificar se ela está autorizada para a atividade.
“A gente precisa que as pessoas consultem”, pediu Faierstein, lembrando que existem empresas sérias que operam dentro das normas, mas que é preciso combater quem atua de forma irregular.
Com informações da Agência Brasil








