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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Aena assume Galeão e promete dobrar destinos internacionais e frequência de voos

A concessionária espanhola Aena assumiu a gestão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Tom Jobim/Galeão) na semana passada e já anunciou planos ambiciosos para o terminal. A empresa busca aumentar significativamente o número de destinos a partir do aeroporto, bem como a frequência de voos, com o objetivo de consolidar o Galeão como um hub internacional.

Expansão de rotas e frequência de voos

Até janeiro de 2027, a Aena pretende adicionar mais de 50 frequências semanais para nove destinos internacionais já existentes: Paris, Miami, Frankfurt, Lisboa, Porto, Santiago, Córdoba, Atlanta e Panamá. Adicionalmente, a concessionária anunciou a retomada ou abertura de voos para nove novas cidades estrangeiras no mesmo período, incluindo Nova York, Dallas, Toronto, Montreal, Assunção, Salta, Mendoza, Rosario e Lima.

Projeções de passageiros e capacidade

O Galeão registrou 17,5 milhões de passageiros em 2025 e a expectativa é de que feche o ano corrente com cerca de 19 milhões. O aeroporto possui uma capacidade operacional de 37 milhões de passageiros anualmente, indicando um grande potencial de crescimento.

Investimentos previstos

A Aena está coordenando investimentos de R$ 1 bilhão, a serem realizados por parceiros nos próximos três anos. Entre os projetos estão a construção de um hotel com mais de 232 quartos, um novo galpão logístico e um hangar de manutenção de aeronaves para a Gol. Reformas na estrutura do aeroporto, como elevadores e esteiras de bagagem, também estão planejadas, embora o valor total do investimento da Aena nesses itens não tenha sido divulgado.

Reabertura do Terminal 1 e Santos Dumont

A reabertura do Terminal 1, fechado há uma década, será avaliada pela concessionária caso haja demanda por novos voos e aumento no fluxo de passageiros. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, confirmou que o limite de 6,5 milhões de passageiros anuais no Aeroporto Santos Dumont está mantido até 2029. Essa restrição visa impulsionar as operações no Galeão, que eram impactadas pela proximidade do aeródromo vizinho.

O ministro ressaltou que qualquer alteração nesse cronograma, com a manutenção das restrições ao Santos Dumont por mais tempo ou em menor volume, poderá levar a uma renegociação do contrato de concessão do Galeão, “em desfavor da concessionária”.

Com informações da Agência Brasil