
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema) formou 43 Agentes Ambientais Voluntários (AAV) em três Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) estaduais: Juma, Rio Madeira e Rio Amapá. As Unidades de Conservação estão localizadas nos municípios de Novo Aripuanã e Manicoré, ambos no interior do Amazonas.
Capacitação e Credenciamento
O curso ocorreu entre os dias 12 e 20 de abril, abrangendo moradores das comunidades Boa Frente (RDS do Juma) e Democracia (RDS do Rio Amapá). Ao todo, 18 comunidades participaram da capacitação e do credenciamento dos agentes.
Agentes Ambientais Voluntários: Essenciais para a Gestão Local
Edilene Neri, assessora técnica da Sema, destacou a importância dos AAV. “Os Agentes Ambientais Voluntários são fundamentais para fortalecer a presença da gestão ambiental dentro dos territórios, porque são moradores que conhecem a realidade local e atuam diretamente na proteção dos recursos naturais e na mobilização das comunidades”, afirmou.
Objetivos do Programa
O programa Agentes Ambientais Voluntários visa engajar moradores locais no apoio a ações de educação ambiental e conservação. O objetivo é fortalecer a gestão participativa nas Unidades de Conservação estaduais.
Formações Realizadas
A primeira formação aconteceu na RDS do Juma, no Núcleo de Inovação e Educação para o Desenvolvimento Sustentável (Nieds) Samuel Benchimol. Moradores da RDS do Rio Madeira também participaram, resultando no credenciamento de 27 agentes de 13 comunidades.
A segunda capacitação ocorreu na comunidade Democracia, na RDS do Rio Amapá. Nessa etapa, 16 novos AAV foram formados, representando cinco comunidades locais.
Conteúdo Programático
O curso abordou temas essenciais como conceitos básicos de meio ambiente e Unidades de Conservação, biodiversidade, legislação ambiental, recursos pesqueiros e prevenção de queimadas e desmatamento. Também foram ensinadas técnicas de elaboração de plano de ação, arte-educação e educomunicação.
Apoio e Financiamento
As atividades foram financiadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e com gestão financeira do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). No Amazonas, o programa Arpa atua em 24 Unidades de Conservação.
A iniciativa também contou com o apoio do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL), com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente e implementação do Banco Mundial. O projeto é coordenado no Brasil pelo MMA e executado em parceria com instituições como a Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil) e a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Com informações da Agência Amazonas








