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quarta-feira, 22 de abril de 2026
Amazonas Amazonas inicia implantação de novo tratamento pediátrico contra malária vivax

Amazonas inicia implantação de novo tratamento pediátrico contra malária vivax

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) deu início à implantação da Tafenoquina Pediátrica, um tratamento mais curto e eficaz contra a malária vivax. A iniciativa busca fortalecer a adesão ao tratamento e integra ações do Ministério da Saúde e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

Avanço na Eliminação da Malária

A diretora-presidente da FVS-RCP ressaltou o compromisso da instituição em erradicar a malária até 2035. “Quando conseguimos reduzir o tempo de tratamento, aumentamos significativamente a adesão dos pacientes”, afirmou, destacando a importância da estratégia em áreas de difícil acesso.

Alexander Vargas, coordenador geral de Eliminação da Malária do Ministério da Saúde, considera a ampliação do uso da tafenoquina um avanço estratégico. “A incorporação de novas tecnologias fortalece as ações de vigilância e contribui diretamente para a redução dos casos”, declarou.

Desafios e Inovações no Tratamento

Elder Figueira, diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, mencionou que a experiência anterior com a tafenoquina em adultos trouxe aprendizados importantes. “Apesar disso, a tafenoquina representa a mais recente inovação disponível para o controle da malária”, pontuou.

A programação de implantação inclui treinamentos para profissionais de saúde sobre testagem de G6PD e o algoritmo de tratamento da malária.

Importância da Ação em Campo

Myrna Barata, gerente de Malária e Hemoparasitos da FVS-RCP, enfatiza a necessidade de incentivar o uso da tafenoquina pediátrica, especialmente diante dos desafios com a baixa adesão ao tratamento em crianças. “É fundamental ampliar o uso da tafenoquina de forma segura, como estratégia para fortalecer o controle da malária”, destacou.

A malária, transmitida pelo mosquito Anopheles, continua sendo um grande desafio de saúde pública na Amazônia. Novas estratégias terapêuticas e o fortalecimento da vigilância são cruciais para sua eliminação no Brasil.

Com informações da Agência Amazonas