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quarta-feira, 22 de abril de 2026
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Governo Federal reconhece situação de emergência em Belém e Ananindeua após fortes chuvas

O governo federal reconheceu oficialmente a situação de emergência em Belém (PA) e em Ananindeua, na região metropolitana. A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (21), vem após as intensas chuvas que atingiram a capital paraense no final de semana, causando alagamentos generalizados em diversos bairros. Estima-se que aproximadamente 42 mil pessoas tenham sido diretamente impactadas pelos alagamentos, que já são considerados os mais severos dos últimos dez anos na cidade.

Apoio e recursos para as cidades afetadas

Com o reconhecimento da situação de emergência, tanto Belém quanto Ananindeua ficam aptas a solicitar recursos emergenciais ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Estes fundos serão destinados a ações de defesa civil e assistência às populações atingidas.

As chuvas registraram um volume extremo de mais de 150 milímetros (mm) em menos de 24 horas, o que levou ao transbordamento de rios e à inundação de inúmeras residências. Muitas famílias perderam móveis e pertences essenciais.

Força-tarefa e ações emergenciais

Em resposta à crise, uma força-tarefa foi mobilizada pelas autoridades locais. As ações emergenciais incluem a distribuição de cestas básicas e kits de higiene para as famílias desabrigadas. Equipes de assistência social estão atuando no cadastramento das vítimas para a liberação de benefícios sociais.

Um dos focos prioritários da operação é a prevenção de novos alagamentos. Para isso, equipes trabalham na desobstrução do Canal do Mata Fome, que estava bloqueado por um lixão irregular, impedindo o correto escoamento da água.

Suporte técnico do governo federal

Além do reconhecimento formal, uma equipe técnica da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ligada ao MIDR, foi enviada ao Pará. O objetivo é auxiliar as prefeituras e as defesas civis locais nos trâmites pós-desastre, especialmente na elaboração de planos de trabalho.

“No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, declarou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.

O secretário também adiantou que a próxima etapa envolverá a elaboração de planos para o restabelecimento das áreas afetadas. “Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas”, explicou.

Com informações da Agência Brasil