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sexta-feira, 17 de abril de 2026
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Sedecti detalha Plano Estadual de Bioeconomia para impulsionar negócios e investimentos no Amazonas

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) apresentou nesta quinta-feira (16/04) as estratégias para que o Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas gere oportunidades concretas de negócios e atraia investimentos para o estado. A explanação foi realizada pela chefe do Departamento de Bioeconomia e Ações Estratégicas, Milena Barker, durante o 117º Meetup Jaraqui Valley, promovido pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam).

Do estratégico ao prático: implementação do plano

O principal objetivo do encontro foi demonstrar como as diretrizes do plano podem sair do campo estratégico e se concretizar em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&DI), além de fomentar negócios escaláveis na região. Milena Barker destacou que o plano entra agora em uma fase mais prática, voltada à implementação e articulação institucional.

“Estamos em uma etapa de divulgação e implementação do Plano Estadual de Bioeconomia, onde a participação de todos os atores é fundamental. Precisamos estar unidos para que as ações cheguem na ponta, na comunidade que vive da bioeconomia”, afirmou.

A Sedecti anunciou os próximos passos, com foco na governança colaborativa e na formação de grupos de trabalho envolvendo governo, setor privado e sociedade civil. Uma consulta pública será realizada em breve para ampliar a participação de outros atores interessados em contribuir com o plano.

Prioridades e execução com foco social e ambiental

A definição de prioridades para o plano levará em conta critérios técnicos e transversais, como potencial de agregação de valor, impacto ambiental, inclusão social e aderência a compras públicas sustentáveis. Negócios que envolvam mulheres, jovens, agricultores familiares e comunidades tradicionais receberão atenção especial.

O plano tem um horizonte de execução previsto entre 2025 e 2030, com monitoramento contínuo e avaliações periódicas. Entre as próximas ações estão a ativação de um comitê gestor interinstitucional, a publicação da agenda regulatória e o lançamento de editais de fomento.

Impactos diretos na economia amazonense

O plano prevê a integração com o Polo Industrial de Manaus (PIM) através da bioindustrialização, incentivando indústrias a utilizarem insumos da biodiversidade amazônica para ampliar a produção de biotecnologia, cosméticos, fármacos e alimentos processados.

Haverá também o fortalecimento das cadeias produtivas locais com investimentos em infraestrutura para processamento de insumos ainda nas comunidades. A meta é que produtores passem a comercializar produtos com maior valor agregado, como óleos, polpas e extratos, em vez de vender matéria-prima in natura.

Na área energética, o plano visa reduzir em 50% o consumo de diesel até 2030, substituindo-o por fontes renováveis como energia solar e biomassa, o que também abre espaço para a geração de créditos de carbono.

No campo regulatório, a proposta é desburocratizar o acesso ao patrimônio genético, facilitando pesquisas e garantindo a repartição justa de benefícios com comunidades tradicionais.

Mudança de lógica econômica e agregação de valor

Milena Barker ressaltou que o principal desafio é mudar a lógica econômica da região, saindo do extrativismo básico para avançar na agregação de valor. “O Amazonas tem os insumos mais cobiçados do mundo. O que precisamos é transformar isso em produtos, inovação e riqueza distribuída”, concluiu.

Conexão institucional e investimento como chaves para o futuro

Alcian Pereira de Souza, diretor da Agência de Inovação e Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), destacou a importância da conexão entre instituições para viabilizar a bioeconomia na prática e ampliar a capilaridade das iniciativas.

Luiz Frederico Oliveira de Aguiar, superintendente adjunto executivo da Zona Franca de Manaus (Suframa), enfatizou que o futuro da Amazônia depende diretamente de inovação e investimentos estruturantes. “O futuro da Amazônia é necessariamente sustentável e inovador. Sem investimentos e sem inovação, a gente não consegue pensar na Amazônia que a gente quer”, declarou.

Com informações da Agência Amazonas