
A campanha Março Azul, dedicada à conscientização e rastreio do câncer de intestino, tem observado um aumento significativo na procura por exames no Sistema Único de Saúde (SUS). A análise preliminar da campanha indica que fatos públicos recentes, como o adoecimento e a morte de personalidades, têm levado o tema para o cotidiano e estimulado a busca por avaliações médicas.
Entre 2023 e o início de 2025, período que engloba a divulgação do diagnóstico da cantora Preta Gil e seu falecimento, o número de exames de sangue oculto nas fezes no SUS cresceu 18%, enquanto as colonoscopias aumentaram 23%. Esses dados preliminares sugerem uma correlação direta entre a exposição pública da doença em figuras conhecidas e o comportamento da população.
O impacto da visibilidade pública na saúde
Médicos destacam que a abertura de personalidades como Preta Gil, Chadwick Boseman e Roberto Dinamite sobre suas experiências com o câncer de intestino tem um efeito educativo poderoso. Ao compartilharem sintomas, tratamentos e a importância da investigação precoce, essas figuras transformam suas vivências em alertas para milhões de pessoas.
Cada entrevista, postagem ou depoimento dessas personalidades serve como um lembrete crucial: o câncer de intestino pode afetar qualquer um. No entanto, a descoberta da doença em estágios iniciais aumenta consideravelmente as chances de cura.
Março Azul: uma campanha nacional
Organizada desde 2021 pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), a campanha Março Azul ganha força a cada ano. Em 2024, a iniciativa conta com o apoio de diversas outras sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM).
Projeções e a importância do rastreamento
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima um aumento nas mortes prematuras por câncer de intestino até 2030, tanto para homens quanto para mulheres. Essa projeção considera o envelhecimento da população, mas também o crescimento da incidência da doença entre jovens, o diagnóstico tardio e a baixa cobertura de exames de rastreamento, reforçando a urgência de iniciativas como o Março Azul.
Com informações da Agência Brasil







