
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, em Seul, novos acordos comerciais com a Coreia do Sul, focados em áreas como agricultura, tecnologia, medicamentos e intercâmbio cultural e educacional. A visita oficial reforça o compromisso de ambos os países em expandir o comércio bilateral.
Fortalecimento da Parceria Estratégica
Em declaração conjunta com o presidente sul-coreano Lee Jae-myung, Lula destacou a elevação do relacionamento entre Brasil e Coreia ao patamar de Parceria Estratégica. Um Plano de Ação com iniciativas concretas para os próximos três anos foi lançado.
“Realizei uma visita oficial em 2005 e voltei em 2010, por ocasião da Cúpula do G20. Desde então, nenhum outro mandatário brasileiro veio ao país. Esse hiato é incompatível com os vínculos sociais e econômicos existentes entre nossos povos,” afirmou Lula.
Comércio e Investimentos
Lula ressaltou a importância econômica da relação, mencionando que o Brasil é o principal destino dos investimentos sul-coreanos na América Latina. Com um intercâmbio de US$ 11 bilhões, a Coreia do Sul é o quarto parceiro comercial do Brasil na Ásia.
“O Brasil é o principal destino dos investimentos coreanos na América Latina. Com intercâmbio de US$ 11 bilhões, a Coreia é nosso 4º parceiro comercial na Ásia,” disse o presidente, complementando: “Agora, damos início a um renovado ciclo de desenvolvimento e prosperidade compartilhada.”
Novas Frentes de Cooperação
A transição energética e as cadeias de minerais críticos foram citadas como áreas com grande potencial de complementaridade e agregação de valor. A cooperação em alta tecnologia, como semicondutores e inteligência artificial, também foi destacada.
Acordos e Negociações
Um Acordo-Quadro de Integração Comercial e Produtiva foi celebrado para facilitar o comércio bilateral e promover a harmonização regulatória. Um memorando de entendimento fortalecerá a cooperação financeira em agendas de interesse comum.
As negociações entre o Mercosul e a República da Coreia também foram pauta, com discussões sobre a retomada das tratativas interrompidas em 2021.
Colaboração na Saúde
A área da saúde será um pilar importante da colaboração, abrangendo a produção de medicamentos e vacinas, pesquisa em diagnóstico de doenças transmissíveis e crônicas, além de genômica avançada e saúde digital.
Com informações da Agência Brasil







