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Contas Públicas do Brasil Fecham 2025 com Déficit Primário de R$ 55 Bilhões, Superando o Ano Anterior

As contas públicas do Brasil apresentaram um saldo negativo em 2025, com um déficit primário de R$ 55,021 bilhões, o equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB). Este resultado representa um agravamento em relação ao ano anterior, quando o déficit foi de R$ 47,553 bilhões (0,4% do PIB). A divulgação dos dados é do Banco Central (BC) e consolida as estatísticas fiscais do país.

O déficit primário refere-se ao resultado negativo das despesas menos receitas do setor público, excluindo o pagamento de juros da dívida. O aumento do déficit em 2025 é atribuído principalmente ao desempenho do Governo Central, que registrou um resultado negativo de R$ 58,687 bilhões, superando os R$ 45,364 bilhões de 2024. Essa piora nas contas federais ocorreu mesmo com uma arrecadação recorde, que cresceu 2,8% em termos reais (R$ 64,3 bilhões), enquanto as despesas avançaram 3,4% (R$ 79,1 bilhões).

Pressões e Contribuições para o Resultado Fiscal

O Tesouro Nacional apontou que o crescimento das despesas obrigatórias, como Previdência Social e Benefício de Prestação Continuada (BPC), foi um dos principais fatores que pressionaram as contas do Governo Central. Por outro lado, governos regionais, compreendendo estados e municípios, apresentaram um saldo positivo, aumentando seu superávit para R$ 9,537 bilhões em 2025, contra R$ 5,885 bilhões em 2024, ajudando a mitigar o déficit consolidado.

As empresas estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras, também contribuíram para o déficit, apresentando um resultado negativo de R$ 5,871 milhões. Contudo, este valor representa uma melhora em comparação com o déficit de R$ 8,073 bilhões registrado em 2024.

Despesas com Juros e Dívida Pública em Alta

A despesa com juros da dívida pública atingiu um novo recorde em 2025, totalizando R$ 1 trilhão. Embora o valor nominal tenha aumentado em relação aos R$ 950,423 bilhões de 2024, o percentual em relação ao PIB foi de 7,91%, ligeiramente inferior aos 8,07% do ano anterior. O Banco Central destacou que o PIB nominal cresceu mais rápido que a despesa com juros.

Um fator que contribuiu para atenuar o impacto dos juros foram os ganhos com operações de swap cambial, que totalizaram R$ 105,9 bilhões em 2025. Em 2024, essas operações geraram perdas de R$ 115,9 bilhões, elevando a conta de juros.

O resultado nominal das contas públicas, que engloba o resultado primário e os gastos com juros, fechou 2025 com um déficit de R$ 1,062 trilhão, superior aos R$ 997,976 bilhões negativos de 2024. Este indicador é crucial para agências de risco e investidores na análise do endividamento do país.

Dívida Líquida Atinge Nível Histórico

A dívida líquida do setor público alcançou R$ 8,311 trilhões em 2025, o que representa 65,3% do PIB, o maior percentual já registrado na série histórica. No ano anterior, a relação era de 61,3% do PIB (R$ 7,220 trilhões). O aumento é explicado pelo déficit nominal, pelos juros apropriados e pela valorização do dólar frente ao real, que encarece a dívida denominada em moeda estrangeira.

A dívida bruta do governo geral (DBGG), que inclui passivos federais, estaduais e municipais, também apresentou crescimento, atingindo R$ 10,017 trilhões, ou 78,7% do PIB, contra R$ 8,984 trilhões (76,3% do PIB) em 2024.

Com informações do Banco Central

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