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terça-feira, 28 de julho de 2026

Ribeirão Preto e região ainda sofrem com falta de energia após temporal de sexta-feira

A região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, continua a enfrentar interrupções no fornecimento de energia elétrica neste domingo (26), após o forte temporal que atingiu a área na madrugada de sexta-feira (24). Segundo a CPFL Paulista, 2% das residências em Ribeirão Preto ainda estavam sem luz, e cerca de 15 mil domicílios em cidades vizinhas como Taquaritinga, Dumont e Guariba também permaneciam sem energia. O município de Guariba é o mais afetado, com 13 mil casas ainda às escuras.

Esforços de Reconstrução e Danos Causados

A concessionária CPFL Paulista informou que seus esforços estão concentrados na reconstrução de 54 torres de transmissão e na substituição de mais de 250 postes danificados pelo temporal. A Defesa Civil Nacional relatou que o evento causou chuvas intensas, rajadas de vento de até 70 km/h e descargas atmosféricas, resultando em danos significativos à infraestrutura urbana.

O temporal deixou um rastro de destruição, com registros de destelhamentos, quedas de árvores, interrupções no abastecimento de água e bloqueios de vias públicas. Unidades de saúde e outros edifícios públicos também sofreram danos. O Corpo de Bombeiros atendeu aproximadamente 250 ocorrências relacionadas ao desastre.

Impacto em Escolas e Saúde

A prefeitura de Ribeirão Preto informou que 41 escolas tiveram danos estruturais, sendo que 5 delas apresentaram severidade. Na área da saúde, 29 prédios foram atingidos, incluindo 20 unidades básicas de saúde (UBS). A administração municipal indicou que os custos para a reconstrução dos prédios públicos excedem o orçamento da cidade.

Apoio Federal para Reconstrução

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, visitou Ribeirão Preto no sábado (25) e anunciou que o governo federal destinará recursos para auxiliar na reconstrução das áreas afetadas, após o reconhecimento do Estado de Emergência nos municípios da região. O apoio financeiro cobrirá ajuda humanitária, reconstrução de prédios públicos e moradias civis.

Alckmin também informou que as famílias prejudicadas poderão solicitar à Caixa a liberação de 50% dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). “O governo não manda a cesta de alimentos, não manda o colchão, ele manda o dinheiro e deposita para a prefeitura. Quem faz as compras é o município”, explicou o vice-presidente.

Com informações da Agência Brasil