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sexta-feira, 24 de julho de 2026

Governo do Rio exonera comissionados em autarquia investigada

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"title": "Governo do Rio exonera 30 comissionados do Instituto Rio Metrópole investigado por desvios",
"subtitle": "Mudanças ocorrem após operação do MP que aponta desvio de mais de R$ 80 milhões em contratos da autarquia.",
"content_html": "<p>O governo do Rio de Janeiro promoveu uma série de exonerações e nomeações no Instituto Rio Metrópole (IRM) nesta quarta-feira (22). Ao todo, 30 cargos comissionados foram extintos, e dois novos nomes foram designados para vagas deixadas por ex-diretores que foram presos. Além disso, outros dois diretores da autarquia foram substituídos.</p><p>As mudanças acontecem em meio a uma investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que apura indícios de desvio de mais de R$ 80 milhões em recursos públicos geridos pelo IRM. A operação policial ocorreu no último dia 9.</p><h2>Suspensão de contratos e auditoria interna</h2><p>Paralelamente às mudanças de pessoal, foi determinada a suspensão de todos os contratos em andamento no IRM. A medida vigorará até a conclusão de uma auditoria interna, que será conduzida por um grupo de trabalho composto por representantes do próprio IRM e da Controladoria-Geral do Estado (CGE). O prazo para a apresentação das conclusões é de 30 dias.</p><p>O Instituto Rio Metrópole é uma autarquia estadual responsável por elaborar projetos em áreas cruciais como mobilidade, saneamento, meio ambiente, tecnologia e habitação.</p><h2>Operação do MP e denúncias</h2><p>A operação do MPRJ resultou na denúncia de 11 pessoas à Justiça pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações, e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, os acusados teriam utilizado contratos milionários firmados entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar os recursos públicos.</p><p>Entre os presos na operação estavam o ex-presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como "Didê", e Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do órgão e membro da Comissão Técnica de Licitação. Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil, também foi detido.</p><h2>"Ambiente institucional voltado à corrupção"</h2><p>O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, classificou a situação como reflexo de um "ambiente institucional no estado voltado à corrupção". Ele destacou que "inúmeras estruturas do Estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptadas por delinquentes, transformando essas estruturas em antros de corrupção".</p><p>Moreira mencionou que a investigação no Rio Metrópole envolve um contrato de R$ 80 milhões e que "outros casos, de superlativa gravidade, também estão sendo objeto de investigação". Ele ressaltou que o atual momento de integração institucional, com a chefia do Poder Executivo transitoriamente exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça, tem favorecido o combate às irregularidades.</p><p style="text-align:center"><em>Com informações da Agência Brasil</em></p>"
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