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Vacina contra a dengue começa a ser distribuída para 92 municípios do Rio de Janeiro

Os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro iniciaram, nesta segunda-feira (23), o recebimento da nova vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan. A distribuição está sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), que recebeu um total de 33.364 doses, sendo 12.500 destinadas à capital.

Prioridade para profissionais de saúde

Seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde, as primeiras doses do imunizante são direcionadas a profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS/SUS), incluindo também trabalhadores administrativos e de apoio das unidades.

Quem será vacinado nesta etapa

Nesta fase inicial, a vacinação contemplará médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, odontólogos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, assistentes sociais, farmacêuticos, agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE). A SES-RJ informou que a ampliação para outros públicos acontecerá posteriormente.

Faixa etária e estratégia de vacinação

Segundo Keli Magno, gerente de Imunização da Secretaria, a vacina do Instituto Butantan é licenciada para uso em pessoas de 12 a 59 anos. A recomendação é que seja administrada na faixa etária de 15 a 59 anos, complementando a vacina do laboratório Takeda, indicada para 10 a 14 anos. A estratégia será escalonada, avançando conforme a disponibilidade de doses.

Proteção e preocupação com novos sorotipos

A vacina é de dose única e protege contra os quatro sorotipos da dengue. No Rio de Janeiro, os sorotipos 1 e 2 são os mais frequentes. No entanto, a SES-RJ expressa preocupação com o possível surgimento do tipo 3, que não circula no estado desde 2007, podendo gerar vulnerabilidade em pessoas não expostas previamente a ele. Essa variante já é encontrada em estados vizinhos.

Alerta para prevenção após o Carnaval

A Secretaria de Estado de Saúde reforça a importância das ações de prevenção da dengue, especialmente após o Carnaval. Chuvas intensas e calor favorecem a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. O grande fluxo de turistas no período também pode contribuir para a disseminação do vírus.

Panorama atual da dengue no estado

Até o dia 20 de fevereiro deste ano, o Rio de Janeiro registrou 1.198 casos prováveis e 56 internações por dengue, sem óbitos confirmados. Há também 41 casos prováveis de chikungunya com 5 internações. Não há casos confirmados de zika no território fluminense. Os dados podem ser acompanhados em tempo real no MonitoraRJ. Todos os 92 municípios estão em situação de rotina.

Combate ao mosquito Aedes aegypti

A recomendação é que cada pessoa dedique dez minutos semanais para verificar e eliminar possíveis focos do mosquito em suas residências, como caixas d’água destampadas, calhas sujas, pratos de plantas sem areia e bandejas de geladeira com água acumulada. O verão, com alternância de chuvas e calor, cria condições ideais para a reprodução do Aedes aegypti.

Outras ações de saúde

Desde 2023, o Ministério da Saúde vem fornecendo a vacina Qdenga, que já teve mais de 758 mil doses aplicadas no estado. Mais de 360 mil crianças e adolescentes de 10 a 14 anos receberam a primeira dose, e 244 mil completaram o esquema vacinal. A SES-RJ também investe em videoaulas e treinamentos para a rede de saúde e desenvolveu uma ferramenta digital para o manejo de casos de dengue, disponibilizada nacionalmente. O Lacen-RJ foi equipado para realizar até 40 mil exames mensais, agilizando a detecção de dengue, zika, chikungunya e febre do Oropouche.

Com informações da Agência Brasil

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