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Saúde no Rio Doce: Fundo libera quase R$ 1 bilhão em 2025 para recuperação e fortalecimento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira (5) o repasse de R$ 985,03 milhões do Fundo Rio Doce para ações de saúde em Minas Gerais e Espírito Santo. Os recursos são parte do Novo Acordo do Rio Doce, destinado a reparar os danos causados pelo rompimento da Barragem do Fundão em 2015.

O que você precisa saber:

  • Quase R$ 1 bilhão do Fundo Rio Doce foi destinado a ações de saúde em 2025.
  • Os recursos visam a construção de novas unidades de saúde, hospitais e fortalecimento da rede assistencial.
  • O Novo Acordo do Rio Doce prevê um total de R$ 12 bilhões para o setor de saúde.

Detalhes do repasse e do acordo

As verbas viabilizarão a construção de novas unidades de saúde e hospitais. O Novo Acordo, homologado em novembro de 2024, estabelece R$ 12 bilhões para ações de saúde na região afetada.

O BNDES gerenciará R$ 11,32 bilhões através do Fundo Rio Doce para o Programa Especial de Saúde do Rio Doce, sob coordenação do Ministério da Saúde. Os R$ 684 milhões restantes são de responsabilidade dos estados.

Iniciativas de saúde em andamento

Entre as iniciativas anunciadas estão a construção do Hospital-Dia de Santana do Paraíso e do Hospital Universitário de Mariana. Também estão previstas a estruturação do Centro de Referência das Águas e do Centro de Referência em Exposição à Substâncias Químicas.

Os R$ 11,32 bilhões do programa beneficiarão 38 municípios mineiros e 11 capixabas. Desse montante, R$ 815,8 milhões são para projetos do Ministério da Saúde.

Adicionalmente, R$ 1,8 bilhão custeará planos municipais de saúde e R$ 300,2 milhões financiarão pesquisas e análises pela Fiocruz. Os R$ 8,4 bilhões restantes formarão um fundo patrimonial para ações de fortalecimento da saúde.

Impacto e visão dos gestores

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que as iniciativas do Fundo Rio Doce não só recuperam áreas degradadas e impulsionam a economia, mas também reestruturam a rede pública de saúde e fortalecem as comunidades.

Sergio Rossi, gestor do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, acredita que os investimentos fortalecerão a rede assistencial e a capacidade de resposta às necessidades da população.

O Novo Acordo do Rio Doce

O acordo, assinado pela União, governos de MG e ES, Samarco, Vale, BHP Billiton e instituições de Justiça, repactua ações iniciadas em 2016 que não garantiram a reparação integral dos danos.

O valor total do acordo é de R$ 170 bilhões, incluindo R$ 32 bilhões em indenizações individuais e R$ 38 bilhões já executados. Os R$ 100 bilhões restantes serão desembolsados pelas empresas em 20 anos.

As parcelas destinadas aos poderes públicos incluem R$ 49,1 bilhões para a União, que são aportados no Fundo Rio Doce, gerido pelo BNDES.

Por que isso é importante?

Este repasse representa um avanço significativo na reparação dos danos ambientais e sociais causados pelo rompimento da Barragem do Fundão. Para as populações de Minas Gerais e Espírito Santo, impactadas diretamente pelo desastre, esses recursos significam a esperança de melhorias concretas na infraestrutura de saúde, acesso a tratamentos e fortalecimento dos serviços públicos. A longo prazo, a reestruturação da rede assistencial pode garantir um atendimento mais qualificado e acessível, impactando positivamente a qualidade de vida e a segurança sanitária das comunidades da Bacia do Rio Doce.

Com informações do BNDES e análise editorial do Portal Voz do Amazonas.

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