
Apesar de 151 praias no estado de São Paulo serem consideradas próprias para banho, segundo o boletim mais recente da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), as proximidades da capital paulista frequentemente enfrentam um cenário oposto. A situação de imprópria para banho, que se repete por décadas, está diretamente ligada à falta de condições sanitárias adequadas e à infraestrutura insuficiente para gerenciar o aumento do volume de esgoto gerado durante períodos de férias e alta temporada turística.
A qualidade da água do mar é avaliada pela Cetesb com base na presença de Enterococos, uma bactéria comum encontrada no trato gastrointestinal de humanos e animais. Níveis elevados desta bactéria indicam a possível presença de esgoto e aumentam o risco de doenças como infecções de pele e diarreias. A Cetesb considera uma praia imprópria para banho quando duas ou mais amostras das últimas cinco semanas excedem 100 colônias de Enterococos por 100 mililitros (ml) de água, ou se a coleta mais recente ultrapassa 400 colônias por 100 ml.
Monitoramento constante para segurança dos banhistas
O monitoramento da balneabilidade é realizado semanalmente, com coletas de amostras em pontos predefinidos a cerca de um metro de profundidade para assegurar a padronização dos resultados. Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb, ressalta a importância desse acompanhamento: “A água aparentemente limpa pode estar imprópria. Por isso, o monitoramento é essencial para orientar a população e apoiar a gestão pública”.
Recomendações essenciais para evitar riscos
Além dos resultados do monitoramento, a Cetesb recomenda que os banhistas evitem o contato com o mar por, no mínimo, 24 horas após chuvas fortes, mesmo em locais classificados como próprios. A companhia alerta também para que canais, rios e córregos que deságuam nas praias sejam evitados, pois podem ser receptores de esgoto irregular.
As águas contaminadas podem expor os frequentadores a bactérias, vírus e protozoários que causam diversas doenças. Grupos como crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido são particularmente mais suscetíveis a desenvolver infecções após o contato com água imprópria.
Com informações da Agência Brasil







