
O governo federal anunciou que pretende entregar mais 400 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) até março deste ano. Essa nova frota se soma às 400 unidades já distribuídas no ano passado, totalizando 800 novas unidades que serão encaminhadas a todos os estados do país. A iniciativa faz parte do programa Brasil Sorridente, política nacional de saúde bucal que visa democratizar o acesso a tratamentos odontológicos, especialmente para populações com dificuldades de acesso, como indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e assentados.
As UOMs são consultórios completos equipados com raio-X, cadeira odontológica e instrumentos para diversos procedimentos, desde atenção primária até tratamentos especializados como endodontia e confecção de próteses. O objetivo é levar a equipe de saúde bucal diretamente a territórios de difícil alcance, como áreas rurais e comunidades isoladas. O coordenador-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Edson Hilan Gomes de Lucena, destacou a importância da expansão do programa durante sua participação no Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo.
Expansão e Inovação nos Atendimentos
Além do aumento no número de unidades móveis, o Ministério da Saúde planeja expandir os serviços oferecidos. Há um projeto piloto em andamento no município de Cavalcante (GO) para a implementação de tratamentos de canal e próteses dentárias com fluxo digital. Essa tecnologia utiliza escaneamento intraoral para a confecção de próteses, agilizando o processo e aumentando a precisão. O plano é distribuir 500 kits de fluxo digital para diversos municípios brasileiros.
Retomada e Impacto do Programa Brasil Sorridente
As unidades odontológicas móveis foram criadas originalmente em 2009, durante o segundo mandato do governo Lula, e foram interrompidas em 2015. O programa foi retomado em agosto do ano passado, com investimentos do Novo PAC Saúde. Um censo realizado antes da interrupção, em 267 municípios, já havia demonstrado o papel fundamental das UOMs na ampliação do acesso à saúde bucal. Relatos de gestores e dentistas indicaram que, em 75% das unidades avaliadas, o acesso à população foi significativamente ampliado, com muitas comunidades tendo o primeiro contato com um dentista por meio dessas unidades móveis.
Com informações da Agência Brasil







