
O Brasil contabiliza 88 casos confirmados de Mpox em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. O estado de São Paulo concentra a maioria das infecções, com 62 registros desde janeiro. Outros estados com casos confirmados incluem Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Distrito Federal (1). A maioria dos quadros é classificada como leve a moderada, e não foram registrados óbitos até o momento.
Entendendo a Mpox
Causada pelo vírus Monkeypox, a Mpox é transmitida por contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais característico é uma erupção cutânea, que pode se assemelhar a bolhas ou feridas e durar de duas a quatro semanas.
Outros sintomas comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, apatia e inchaço dos gânglios linfáticos. A erupção pode aparecer no rosto, palmas das mãos, solas dos pés, virilha, região genital e/ou anal.
Formas de Transmissão e Incubação
O vírus se espalha através do contato próximo, incluindo proximidade respiratória, contato pele a pele (como durante relações sexuais), contato boca a boca e boca com pele (sexo oral ou beijos). O compartilhamento de objetos contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectadas também pode levar à transmissão.
O período de incubação, entre o primeiro contato com o vírus e o início dos sintomas, geralmente varia de 3 a 16 dias, podendo se estender até 21 dias. Ao notar os sintomas, é fundamental procurar uma unidade de saúde para a realização do exame laboratorial, que é a única forma de confirmação diagnóstica.
Tratamento e Prevenção
O tratamento para a Mpox foca no alívio dos sintomas, prevenção de complicações e minimização de sequelas. Não existe um medicamento específico aprovado para a doença. A principal forma de prevenção é evitar o contato direto com pessoas infectadas.
Caso o contato seja inevitável, recomenda-se o uso de equipamentos de proteção individual, como luvas, máscaras, avental e óculos de proteção. A higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel é crucial, especialmente após o contato com pessoas infectadas, suas roupas, lençóis ou objetos pessoais.
O Ministério da Saúde orienta que pessoas com suspeita ou confirmação da doença cumpram isolamento imediato e não compartilhem objetos de uso pessoal. Roupas de cama, vestimentas e utensílios devem ser lavados com água morna e detergente, e superfícies contaminadas devem ser limpas e desinfetadas.
Riscos e Complicações
Embora a maioria dos casos de Mpox se resolva espontaneamente em poucas semanas, o vírus pode levar a complicações graves e, em alguns casos, à morte. Recém-nascidos, crianças e indivíduos com imunodepressão pré-existente têm maior risco de desenvolver quadros mais severos.
As complicações podem incluir lesões mais extensas, infecções bacterianas secundárias, infecções sanguíneas e pulmonares, encefalite, miocardite e problemas oculares. Pacientes com quadros graves podem necessitar de internação e tratamento antiviral.
Com informações da Agência Brasil







