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Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de 216 pessoas por esquema de fraudes

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS solicita o indiciamento de 216 indivíduos sob suspeita de envolvimento em um esquema de descontos fraudulentos em benefícios de aposentados e pensionistas. O documento, com mais de 4 mil páginas, foi apresentado nesta sexta-feira (27).

Principais nomes indiciados

Entre os citados estão Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “careca do INSS”, apontado como líder do esquema; o empresário Maurício Camisotti; o ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro; além de ex-ministros, ex-dirigentes do INSS e parlamentares.

Apresentação e votação do relatório

O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou o documento após a rejeição, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da prorrogação dos trabalhos da CPMI. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que após a leitura, haverá um período de uma hora para pedido de vista, seguido pelo debate e votação.

Detalhes dos indiciamentos

O relatório detalha os crimes pelos quais os indiciados são acusados, incluindo advocacia administrativa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, entre outros. O “careca do INSS”, sua esposa e filho, o empresário Maurício Camisotti, ex-ministros como Carlos Lupi, ex-presidentes do INSS, servidores e até mesmo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), estão na lista.

Também foram indicados parlamentares como o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e os deputados federais Gorete Pereira (MDB-CE) e Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), além de executivos de instituições financeiras como Banco Master, Banco C6 Consignado e PicPay Bank.

Reações das defesas

A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes optou por não se manifestar. Já os advogados de Fábio Luís Lula da Silva criticaram o indiciamento, alegando motivação política e falta de base probatória. A defesa de Roberta Luchsinger, também indiciada, afirmou que não há elementos de materialidade para as acusações. O ex-ministro Carlos Lupi aguardará a votação do relatório.

Com informações da Agência Brasil