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Lula critica guerra no Irã e diz que alta do diesel “é do Trump”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a guerra no Irã e seus efeitos sobre o preço internacional do petróleo, que tem encarecido o combustível no Brasil, especialmente o óleo diesel. Segundo Lula, o governo está tomando “todas as medidas possíveis” para evitar uma escalada de preços.

Críticas à venda da BR Distribuidora e impacto no diesel

Em evento em São Paulo, Lula lamentou a venda da BR Distribuidora no governo anterior, afirmando que isso dificulta a repasse de eventuais baixas no preço da Petrobras para o consumidor final. “Quando a gente não sobe o preço, mesmo que a Petrobras baixe o preço, ele não chega na ponta, porque os atravessadores não deixam”, declarou.

Apelo por paz e responsabilidade das potências

O presidente destacou que a guerra “é do Trump, a guerra não é do povo brasileiro” e que o país não deve ser vítima do conflito. Ele também conclamou à responsabilidade os líderes das cinco maiores potências militares mundiais – Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia – membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

“Vocês estão vendo o bloqueio à Cuba, o que fizeram na Venezuela, o que fizeram no Irã. E agora, o que está acontecendo com a guerra no Irã? O preço do combustível está subindo, e o preço do combustível subindo vai chegar no alface, vai chegar no feijão, vai chegar no arroz, vai chegar em tudo que a gente compra”, alertou.

Medida provisória para subsidiar diesel

A expectativa é que o governo publique ainda esta semana uma medida provisória (MP) que cria um subsídio ao diesel importado, com um desconto de R$ 1,20 por litro. A proposta prevê que o custo total de R$ 3 bilhões, ao longo de dois meses, seja dividido igualmente entre a União e os estados.

Um mês de guerra sem perspectiva de fim

A guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, completou um mês sem perspectiva concreta de acordo. O preço do barril de petróleo já aumentou cerca de 50% desde então, com riscos ambientais e climáticos associados ao conflito na região, onde se concentram importantes países produtores de petróleo.

Com informações da Agência Brasil