Início Política Empresária passa mal e depoimento é encerrado na CPMI do INSS

Empresária passa mal e depoimento é encerrado na CPMI do INSS

O depoimento da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi abruptamente encerrado nesta segunda-feira (23) após a depoente passar mal. O mal-estar ocorreu durante as perguntas do relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL).

Suspensão dos trabalhos e atendimento médico

O presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), suspendeu os trabalhos para que Ingrid Santos recebesse atendimento da equipe médica do Senado. A empresária deixou a sessão antes da conclusão de sua oitiva.

Contexto do depoimento

Ingrid Santos foi convocada a depor após a recusa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em comparecer à comissão. Ela é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, ambos ligados à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

Conexão com esquema de desvios

A Conafer é apontada como beneficiária de mais de R$ 100 milhões provenientes de descontos ilegais em benefícios previdenciários. Cícero Santos é investigado como operador e assessor do presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes. Segundo a CPMI, parte dos recursos desviados teria sido movimentada em contas de empresas das quais Ingrid é sócia.

Habeas Corpus e declarações da depoente

Antes de comparecer à CPMI, a empresária obteve um habeas corpus concedido pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a autorizava a permanecer em silêncio durante o depoimento. Ingrid foi questionada sobre as atividades do marido e seu conhecimento sobre o envolvimento das empresas no esquema.

Em resposta ao relator, Ingrid Santos afirmou não ter conhecimento sobre as operações e que a gestão das empresas ficava a cargo de seu marido. “Em relação a empresas, transferências, eu não vou conseguir responder nada para vocês, porque quem geria tudo isso, como ele falou aqui para todos vocês, era o meu esposo, Cícero”, declarou, pouco antes de passar mal.

Decisão sobre depoimento de Daniel Vorcaro

O presidente da CPMI, Carlos Viana, informou que irá recorrer da decisão do ministro André Mendonça, do STF, que desobrigou Daniel Vorcaro a depor. Vorcaro, que está em prisão domiciliar, foi convocado para falar sobre irregularidades em empréstimos consignados que teriam causado prejuízos a aposentados e pensionistas do INSS.

Prorrogação dos trabalhos da CPMI

Viana também solicitou a prorrogação dos trabalhos da CPMI por pelo menos 60 dias e cogita recorrer ao STF para assegurar a continuidade das investigações, caso não haja resposta sobre o pedido protocolado.

Com informações da Agência Brasil

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