
Deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) protocolaram um pedido de cassação contra a deputada Fabiana Bolsonaro (PL) após ela pintar o rosto e os braços de marrom durante um discurso na tribuna da Casa. O ato, que ocorreu na última quarta-feira, foi classificado por críticos como blackface e motivou a representação.
Defesa da Deputada
Em suas redes sociais, Fabiana Bolsonaro negou a prática de blackface e explicou sua atitude como uma analogia. “A analogia foi clara, só não entendeu quem não quis! Assim como eu não me torno negra só porque pintei a pele, ninguém que não nasceu mulher pode representar com legitimidade as dores biológicas, psicológicas e históricas que só as mulheres biológicas conhecem”, afirmou.
Nota Pública
A deputada também divulgou uma nota pública reforçando sua posição. “Como deputada, afirmo com total clareza e responsabilidade jurídica: durante minha presença no Plenário da Assembleia Paulista não fiz blackface. É uma mentira deliberada para tentar calar um debate legítimo”, declarou.
Contexto do Discurso
Durante seu pronunciamento, Fabiana Bolsonaro questionou a exclusão de mulheres cisgênero de debates sobre pautas femininas e raciais. “Estou pintada de negra por fora. Eu me reconheço como negra. Por que então eu não posso presidir a Comissão sobre racismo, antirracista? Por que não posso cuidar dessa pauta? Porque eu não sou negra?”, indagou na tribuna.
Com informações da Agência Brasil








