
A CPI do Crime Organizado aprovou um pedido para investigar os beneficiários finais de fundos de investimento exclusivos ou restritos ligados ao Master e à Reag Investimentos, empresas investigadas em uma fraude financeira bilionária. A decisão visa identificar os verdadeiros donos do dinheiro, que estariam sendo ocultados através de múltiplas camadas de fundos.
Investigação sobre a Master e a Prime Aviation
O requerimento aprovado solicita à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Banco Central (BC), Receita Federal e Anbima a identificação completa dos beneficiários finais. O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), destacou a dificuldade em rastrear o fluxo de lavagem de dinheiro e chegar ao destinatário final.
Também foi aprovada a convocação de dirigentes e sócios, além da quebra de sigilos fiscal, bancário e telefônico da Prime Aviation. A empresa, ligada a Vorcaro, é apontada como peça central na lavagem de dinheiro, tendo cedido aeronaves para transporte de aliados políticos, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em 2022.
Convocação de ex-governador e ausência de ex-diretor do BC
A CPI também aprovou a convocação do ex-governador de Mato Grosso (MT), Pedro Taques, que tem denunciado fraudes em crédito consignado. Por outro lado, o ex-diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, afastado do cargo por suspeitas de ligação com Vorcaro, não compareceu à sessão após decisão do ministro André Mendonça do STF tornar seu comparecimento opcional.
Requerimentos rejeitados pela oposição
A oposição reclamou da rejeição de pedidos de quebra de sigilos fiscal e bancário de integrantes do governo de Jair Bolsonaro, como o ex-ministro Paulo Guedes, e a convocação de Valdemar da Costa Neto. Pedidos de quebra de sigilos de Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC, e João Roma, ex-ministro da Cidadania, foram retirados.
O senador Marco Rogério (PL-RO) argumentou que os pedidos rejeitados fogem do escopo original da CPI e seriam motivados por disputas político-eleitorais. Em contrapartida, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) lembrou que o esquema do Banco Master cresceu durante a gestão econômica do governo anterior, que deveria ter protegido o mercado de capitais.
Com informações da Agência Brasil







