
O Consórcio MEZ-RZK foi o vencedor do leilão para a construção do novo centro administrativo do estado de São Paulo, que será erguido na região dos Campos Elíseos. O projeto, classificado pelo governador Tarcísio de Freitas como um “legado” para a capital, visa centralizar 40 estruturas estaduais em um único complexo, prometendo eficiência administrativa e economia de tempo para cerca de 22 mil servidores.
Investimentos e reabilitação urbana
Segundo o governador, o projeto se insere em um plano maior de investimentos que, somado a outros leilões, alcançará R$ 394 bilhões em quatro anos. A medida é vista como um passo para a “reabilitação do centro” e para a “ganho de produtividade”, possibilitando o investimento em imóveis atualmente dispersos.
Protestos e segurança marcam o leilão
O evento ocorreu sob forte esquema de segurança, com bloqueios policiais que impediram a circulação de pedestres no centro histórico. Movimentos sociais como a Frente de Luta por Moradia (FLM) e a União dos Movimentos de Moradia (UMM) protestaram contra o projeto, alegando riscos de desapropriações, remoção de famílias e gentrificação.
Moradores questionam diálogo e impacto social
Uma moradora da região, a jornalista Jeniffer Mendonça, questionou o governador sobre a falta de diálogo com a comunidade e o impacto da valorização imobiliária sobre os residentes locais. Tarcísio de Freitas defendeu que grandes projetos de infraestrutura exigem desapropriações pelo “bem coletivo”, garantindo que os casos serão analisados individualmente e que ninguém será desassistido, com cumprimento da legislação de justa indenização.
Detalhes do novo centro administrativo
O novo centro administrativo prevê a construção de sete edifícios e dez torres nos Campos Elíseos. O complexo abrigará o gabinete do governador, secretarias e diversos órgãos estaduais. O governo estima a geração de 38 mil empregos diretos e indiretos durante a obra e 2,8 mil vagas permanentes no comércio local após a inauguração. O destino de prédios desocupados, como o Palácio dos Bandeirantes, será avaliado caso a caso.
Com informações da Agência Brasil







