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segunda-feira, 4 de maio de 2026
Política Chanceleres de Brasil e EUA discutem comércio e segurança em ligação telefônica

Chanceleres de Brasil e EUA discutem comércio e segurança em ligação telefônica

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, realizaram uma conversa telefônica neste sábado (31) para discutir temas cruciais para a relação bilateral, incluindo comércio exterior e cooperação em segurança.

Visita de Lula a Washington em pauta

Segundo nota divulgada pelo Itamaraty, os dois chanceleres trataram de detalhes referentes à próxima visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, D.C., agendada para março. Embora a data exata ainda não tenha sido oficialmente anunciada, o encontro bilateral é visto como um passo importante para o fortalecimento das relações entre os dois países.

Segurança e cooperação internacional

A conversa ocorre em um momento de discussões sobre a governança global e a segurança em regiões de conflito. O Brasil tem defendido historicamente o papel da Organização das Nações Unidas (ONU) como principal fórum para a política multilateral. Lula foi convidado a participar de um conselho idealizado pelos EUA para gerir o futuro da Faixa de Gaza, mas ainda não respondeu ao convite, tendo inclusive criticado a proposta em eventos recentes.

Ainda sobre segurança, a Venezuela foi um dos temas abordados. Segundo o Planalto, Lula expressou a Blinken a necessidade de manter a paz na região e a importância de avançar na cooperação para o combate ao crime organizado transnacional, incluindo o congelamento de ativos e o intercâmbio de informações financeiras.

Comércio e tarifas

Apesar de outros assuntos terem ganhado destaque, o pano de fundo do encontro bilateral segue sendo a taxação de produtos brasileiros imposta pelos Estados Unidos. Em agosto do ano passado, uma tarifa de 50% foi aplicada sobre a maioria dos produtos brasileiros. Embora algumas tarifas tenham sido derrubadas após negociações, produtos como máquinas, móveis e calçados ainda enfrentam taxação extra.

Com informações do Itamaraty