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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
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Câmara aprova “Gás do Povo”: botijão gratuito para famílias de baixa renda avança para o Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) a Medida Provisória 1313/25, que altera o programa de auxílio para compra de gás por famílias de baixa renda e institui a retirada gratuita do botijão em revendas cadastradas. O texto, agora denominado “Gás do Povo”, segue para votação no Senado.

Mudanças no Programa Gás do Povo

A principal novidade é a criação de uma modalidade de gratuidade para o botijão de 13kg, que coexistirá com a ajuda em dinheiro, prevista para ser extinta em 2027. Famílias que já recebem o auxílio na modalidade gratuita não terão acesso à ajuda em dinheiro e vice-versa.

O programa também passará a contemplar a instalação de sistemas de baixa emissão de carbono ou biodigestores para produção de gás metano a partir de restos de alimentos.

Critérios para Benefício Gratuito

Para acessar o botijão gratuito, as famílias devem:

  • Ter inscrição atualizada no Cadastro Único (CadÚnico).
  • Possuir renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 759).

Impacto para Beneficiários do BPC

A partir de julho de 2026, os critérios de acesso e prioridade para a modalidade em dinheiro serão os mesmos da gratuidade, com exceção das famílias que já recebiam o pagamento em setembro de 2025. Nesses casos, o auxílio-gás será pago ao titular do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou seu responsável legal.

Debate no Congresso

O relator da MP, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), defendeu a iniciativa, argumentando que a entrega direta do botijão garante que o recurso seja utilizado para o cozimento, evitando o uso de materiais inadequados. Deputados como Dandara (PT-MG) e Rogério Correia (PT-MG) elogiaram a medida, comparando-a ao programa Farmácia Popular e ressaltando a importância de políticas de Estado.

Por outro lado, críticas surgiram de deputados como Luiz Lima (Novo-RJ), que apontou o risco de criação de monopólios em revendas credenciadas, e Alberto Fraga (PL-DF), que sugeriu que o dinheiro direto nas contas das famílias seria mais fácil de fiscalizar. Hildo Rocha (MDB-MA) destacou que a MP oferece flexibilidade, permitindo ambas as modalidades de auxílio.

Com informações da Câmara dos Deputados

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