
Um novo vazamento de água foi registrado na mina de Fábrica, em Congonhas, Minas Gerais, pertencente à Vale. O incidente ocorreu após o rompimento de uma cava, que liberou cerca de 263 mil metros cúbicos de água turva, contendo minério e outros materiais do processo de beneficiamento. O material atravessou o dique Freitas e atingiu uma área da mineradora CSN, além de desaguar no rio Goiabeiras, que, por sua vez, deságua no rio Paraopeba.
O vazamento causou o alagamento de áreas da unidade Pires da CSN, localizada em Ouro Preto, incluindo almoxarifado, acessos internos, oficinas mecânicas e área de embarque. A CSN informou que suas estruturas de contenção de sedimentos estão operando normalmente e que está acompanhando a situação. O rio Paraopeba é o mesmo que foi atingido pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho em 2019.
Impactos ambientais e sala de crise
A turbidez da água liberada pode acarretar sérias consequências ambientais, como a perda de biodiversidade, redução da qualidade da água por falta de oxigênio e luminosidade, assoreamento de rios e aumento do risco de enchentes. O secretário de Meio Ambiente de Congonhas, João Lobo, destacou que o material carreado pode ser tóxico e afetar as matas ciliares. Em decorrência dos episódios, foi montada uma sala de crise com a participação de defesas civis, Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais e Ministério Público.
A secretaria de Meio Ambiente de Congonhas aplicou um auto de infração à Vale, considerando que a estrutura, embora não seja uma barragem, poderia causar graves problemas ambientais e sociais. A pasta argumenta que a empresa não realizava um monitoramento atento e contínuo da área.
Posicionamento da Vale
Em comunicado ao mercado, a Vale informou que os extravasamentos de água identificados nas minas de Congonhas e Ouro Preto foram contidos. A empresa assegurou que ninguém ficou ferido e que a população e comunidades próximas não foram afetadas. A Vale ressaltou que as situações não têm relação com suas barragens na região, que permanecem estáveis e seguras, e que não houve carreamento de rejeitos, apenas água com sedimentos.
A companhia afirmou que realiza ações preventivas de inspeção e manutenção e que as causas dos extravasamentos estão sendo apuradas para incorporação aos planos de chuva. A empresa reforça seus procedimentos durante o período chuvoso.
Com informações da Agência Brasil







