
O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, exigiu providências urgentes da mineradora Vale em relação a dois recentes vazamentos de água em suas operações em Minas Gerais. Um ofício foi enviado à Agência Nacional de Mineração (ANM) solicitando uma solução efetiva e imediata para o extravasamento de água na mina Viga, em Congonhas, que impactou o Rio Maranhão e causou danos ambientais. O ministro chegou a sugerir a interdição da operação, caso necessário, para garantir a segurança das comunidades e a proteção ambiental.
O incidente em Congonhas não deixou vítimas, mas o volume de água turva com minério e outros materiais do beneficiamento mineral, estimado em 263 mil metros cúbicos, gerou preocupação. Paralelamente, o ministro também cobrou ações após um extravasamento ocorrido no dia anterior na mina de Fábrica, localizada entre Ouro Preto e Congonhas. Neste caso, água com sedimentos atravessou o dique Freitas, também causando impactos ambientais, mas sem vítimas registradas.
Vazamentos e Danos Colaterais
O segundo incidente, na mina de Fábrica, afetou áreas da CSN em Ouro Preto, com o alagamento de setores como almoxarifado, oficinas mecânicas e área de embarque da unidade Pires. A Vale, em comunicado ao mercado, informou que ambos os vazamentos foram contidos, que não houve feridos e que a população local não foi afetada. A empresa também ressaltou que as ocorrências não têm relação com a estabilidade de suas barragens na região.
Investigação e Responsabilização
Alexandre Silveira determinou a abertura de um processo para apurar as responsabilidades pelos vazamentos e o acionamento dos órgãos fiscalizadores competentes. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também está investigando o caso, com uma equipe do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais (Nucrim) visitando o local e elaborando um relatório preliminar. O MP solicitou informações às defesas civis estadual e municipais de Congonhas e Ouro Preto.
A Vale reiterou que realiza inspeções e manutenções preventivas regulares, especialmente durante o período chuvoso, e que as causas dos extravasamentos estão sendo apuradas para incorporação de aprendizados aos planos de contingência da empresa.
Com informações da Agência Brasil







