
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ressaltou em Campo Grande (MS) que a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15) é uma oportunidade crucial para líderes mundiais demonstrarem que a cooperação e a solidariedade podem superar o atual cenário de conflitos globais.
União além das fronteiras
O evento reúne representantes de 132 países e da União Europeia, signatários da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), com o objetivo de fortalecer a cooperação internacional na conservação da biodiversidade migratória.
“Esses animais silvestres nos ensinam que, tal como a natureza não reconhece fronteiras, a cooperação e a solidariedade também têm o poder de flexibilizá-las em prol do bem comum”, afirmou Marina Silva durante a sessão de alto nível preparatória para a COP15.
Defesa do multilateralismo
Diante de um contexto internacional marcado por incertezas e medidas unilaterais, a ministra defendeu a COP15 como um momento de reafirmação do multilateralismo. “Diante de tantas incertezas, a cada dia, agravadas em função de medidas unilaterais, façamos desta COP15 um verdadeiro momento de contundente defesa do multilateralismo, a única forma de resolvermos os nossos problemas”, declarou.
Crise climática e biodiversidade
Marina Silva enfatizou que a crise climática e a perda de biodiversidade já afetam drasticamente diversas formas de vida, incluindo milhões de seres humanos, especialmente os mais vulneráveis.
A ministra citou um panorama social da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe), que indica que 9,8% da população latino-americana vive em pobreza extrema. Esse índice é 2,1 pontos percentuais maior do que o registrado em 2014, quando o Equador sediou a COP-11 da Convenção.
Programação da COP15
A COP15 da CMS tem início oficial nesta segunda-feira (23) e segue até o domingo (29), em Campo Grande. A programação inclui plenárias para tomadas de decisão, apresentações científicas, reuniões técnicas na Zona Azul e atividades abertas ao público, como palestras e experiências imersivas sobre biodiversidade e mudanças climáticas.
Com informações da Agência Brasil







