
A cerimônia de abertura da COP15, realizada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, foi marcada pela celebração da diversidade e pela presença de povos tradicionais. A secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, ressaltou a urgência em reverter o declínio de 49% das espécies migratórias protegidas pelo tratado internacional, mas também celebrou avanços na recuperação de populações como a da tartaruga-verde.
Povos originários e quilombolas na linha de frente da conservação
A riqueza cultural do Brasil foi representada pela Dança da Ema, executada por indígenas do povo Terena, uma manifestação sagrada e de resistência. Adriana da Silva Soares, em nome da população quilombola, enfatizou o Pantanal como sinônimo de vida e ancestralidade para essas comunidades, que lutam pela demarcação de seus territórios.
“Sem esse reconhecimento, nossas comunidades seguem vulneráveis, ameaçadas e invisibilizadas. Com o território tradicional ameaçado, não é apenas o povo que sofre, é todo o bioma que entra em risco”, declarou Soares, evidenciando a conexão intrínseca entre a preservação dos territórios tradicionais e a conservação ambiental.
União e esperança para a conservação
Diante de um público diverso, incluindo representantes de governos, agências da ONU, cientistas e sociedade civil, a bióloga Tatiana Neves, fundadora do Projeto Albatroz, comparou a união dos participantes à jornada dos albatrozes, que atravessam oceanos unindo continentes. Ela expressou esperança na força coletiva para a conservação das espécies migratórias.
“Se hoje os albatrozes perguntassem para mim, o que vejo olhando para esta sala, eu responderia sem hesitar: esperança! Esperança na força das pessoas aqui reunidas e na nossa capacidade de agir, na vida que atravessa oceanos e nos lembra todos os dias que a natureza não tem fronteiras”, afirmou Neves.
Agenda aprovada e presidência definida
Após a cerimônia, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, foi eleito por unanimidade presidente da COP15. Ele aprovou a agenda da conferência, que conta com mais de 100 itens a serem debatidos.
“Todos os itens foram aprovados, considerados necessários, todos os países se manifestaram favoravelmente, portanto iniciamos a COP15 de uma forma muito positiva”, comemorou Capobianco.
Com informações da Agência Brasil







