
O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou a acolhida, na terça-feira (6), das alunas selecionadas para participar do Programa Futuras Cientistas 2026, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene).
No total, quatro alunas e uma professora de três escolas de tempo integral da rede estadual de ensino do Amazonas foram contempladas e participarão da imersão científica oferecida pelo projeto “Da Célula à Bancada: Experimentando Ciência com o Estudo da Biologia e da Química Aplicada”, proposto pelo Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), da Fiocruz Amazônia.
O projeto vai proporcionar, ao longo do mês de janeiro, período das férias escolares, o contato de estudantes e professora selecionadas com as áreas da Biologia Molecular e Química, oferecendo teoria e prática.
As contempladas foram recebidas pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e a coordenadora do projeto, Priscila Aquino, pesquisadora do DMAIS. O projeto é presencial no ILMD/Fiocruz Amazônia, mas contará com a transmissão on line de palestras da coordenação do Programa Futuras Cientistas ao longo do mês. Na segunda-feira (5), elas participaram da primeira palestra on line. Na acolhida, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes destacou a importância da participação das estudantes no processo de seleção que visa trazer meninas para a Ciência.
“Esse é o primeiro ano em que a Fiocruz Amazônia adere ao projeto e é muito gratificante ver que meninas interessadas em Ciência participaram da seleção e estão aqui dispostas, no período das férias, a engrandecer seus currículos e fortalecer seus conhecimentos com as experiencias que serão proporcionadas pelo projeto. São espaços como esse que podemos ocupar e garantir nossas conquistas. Sejam curiosas, pois essa é a grande tarefa do cientista: não perder a curiosidade e a capacidade de questionamento”, enfatizou a diretora.
O Futuras Cientistas já existe há dez anos e estimula o contato de alunas do 2o ano do Ensino Médio e professoras da rede pública de ensino de todo o País, com as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, visando contribuir com a equidade de gênero no mercado profissional.
Submetido pela pesquisadora em Saúde Pública, Priscila Aquino, o projeto “Da Célula à Bancada: Experimentando Ciência com o Estudo da Biologia e da Química Aplicada” pretende proporcionar uma experiência de imersão científica interdisciplinar, integrando os conteúdos curriculares de Biologia e Química por meio de práticas laboratoriais com fungos filamentosos, a fim de possibilitar que alunas e professoras compreendam a aplicação desses conhecimentos no contexto da pesquisa biomédica desenvolvida na Fiocruz Amazônia.
“Durante o mês de janeiro, haverá o desenvolvimento das atividades do projeto de trabalho para o qual as estudantes e professoras foram selecionadas, com a duração de 20 (vinte) dias úteis, de 05 a 30 de janeiro de 2026, de segunda à sexta, totalizando uma carga horária de 80 (oitenta) horas”, afirma Priscila, lembrando que houve a desistência de uma aluna, por conta de questões logísticas.
Além da coordenadora, atuam como monitoras no projeto as pesquisadoras-doutoras Luana Quadros de Souza Leão, Maria Eduarda Grisolia, Marla Jalene Alves; as alunas do Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) Josy Caldas Rodrigues, Enide Luciana Belmont Montefusco, Rosyana de Fátima Albuquerque, Jackeline da Silva Luciano e Alessandra Silva e Silva, juntamente com as alunas de Programa Iniciação Científica Giovanna Melo Marques e Kamila Pereira de Araújo (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) e a mestranda do PPGIBA-UFAM Larissa Silva dos Santos.
Expectativas futuras
A expectativa das alunas e da professora contempladas é grande. Doutora em Química pela UFAM, Camila Rangel leciona Biologia na Escola Estadual Marco Antonio Vilaça, na Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. Ela conta que sempre incentiva seus alunos a participarem de iniciativas como a do Programa Futuras Cientistas, para demonstrar a importância dos estudos na evolução deles como pessoas e profissionais.
“Estou onde cheguei hoje graças aos estudos e é gratificante ver o brilho nos olhos dos alunos admirados com as possibilidades que a Ciência proporciona. Infelizmente, nem todas as escolas possuem laboratórios, daí a importância de um programa como esse que nos dá a oportunidade de estar aqui na Fiocruz”, ressaltou Camila.
Com 17 anos, Yasmim de Lima Tiago, aluna do Centro de Educação de Tempo Integral (CETI) Engenheiro Professor Sergio Alfredo Pessoa Figueiredo, na Cidade de Deus, na Zona Leste, afirma que o interesse pela área de saúde decorre da presença, na família, de dois profissionais das áreas de Biomedicina e Farmácia.
“Quero agarrar com força essa oportunidade que estamos tendo na Fiocruz Amazônia na certeza de que será uma experiência que poderá ajudar no meu futuro profissional”, enfatizou. Junto com Yasmim, estão no projeto Mayra Letícia de Castro Miranda, também aluna do CETI Engenheiro Sérgio Figueiredo e Júlia Emanuele de Souza Teixeira, aluna do Escola Estadual Solon de Lucena, localizado no bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul de Manaus.
Sobre o programa
O Futuras Cientistas é um programa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene). Com o desenvolvimento do pensamento e de atividades científicas transdisciplinares, o programa pretende reduzir barreiras para o acesso e permanência de meninas e mulheres nos espaços científicos. Em 10 anos, 70% das participantes do programa foram aprovadas no vestibular. Destas, 80% escolheram cursos nas áreas de Ciência e Tecnologia. As frentes de atuação têm início no Ensino Médio, entretanto seguem até o Ensino Superior. São frentes de ação do programa: Imersão Científica, Banca de Estudos, Mentoria e Estágios.
Com informações da assessoria







