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quarta-feira, 8 de julho de 2026
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Prefeitura de Manaus capacita motoristas e cobradores para atendimento humanizado e inclusivo no transporte público

A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), iniciou uma capacitação voltada para motoristas e cobradores da empresa Expresso Coroado, com o objetivo de promover um atendimento mais humanizado e inclusivo no transporte público. A ação, que aconteceu na manhã desta terça-feira (7/7), faz parte do programa Escola de Transporte Inclusivo e visa aprimorar a interação e o respeito ao próximo, com foco especial em idosos e Pessoas com Deficiência (PcDs).

Aprendizado e Interação com a Realidade dos Usuários

Cerca de 50 profissionais participaram de um diálogo com especialistas, que apresentaram a realidade e as dificuldades enfrentadas por idosos e PcDs que utilizam o transporte público diariamente. A professora universitária Cleiciane Maia Ferreira, voluntária do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI), destacou a importância da iniciativa para a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada.

“Toda vez que vejo um órgão público ou um conselho que cumpre essa função, é didático. Uma função didática de informar sobre inclusão, participação, sobre a dignidade humana voltada ao envelhecimento. Essas ações são muito importantes para você construir uma sociedade mais equilibrada, mais justa, mais saudável. Quiçá mais honesta mesmo, mais justa para todo mundo viver”, afirmou Ferreira.

Empatia Através da Vivência Prática

A fisioterapeuta Maria do Perpétuo Socorro da Costa Dias, representante da Associação de Apoio das Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (Aappne), compartilhou sua história de vida, incentivando a reflexão sobre o cotidiano das PcDs. Ela ressaltou que a conscientização da comunidade, além dos profissionais do transporte, é fundamental.

Após a parte teórica, os participantes vivenciaram na prática os desafios de idosos e PcDs no transporte coletivo. A cobradora Keity Bezerra de Souza, 46 anos, descreveu a experiência de andar de ônibus com os olhos vendados.

“Há pessoas que julgam, não dão muita importância para quem tem deficiência visual. Mas é complicado. Acho incrível como eles já sabem onde ficam as paradas de ônibus, memorizam o caminho. Para mim, foi difícil. Com esta experiência, compreendi que estas pessoas precisam ser mais valorizadas e respeitadas”, concluiu.

Com informações da Prefeitura de Manaus