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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Patrimônio histórico de Manaus: estratégia de transformação urbana une memória e futuro

A preservação do patrimônio histórico em Manaus é vista como um pilar fundamental para a transformação urbana da cidade, conciliando memória, pertencimento, novos usos, atividade econômica, turismo e qualidade de vida. No Dia Nacional do Patrimônio Cultural, a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), reforça a estratégia de manter vivos os espaços que contam a história da capital, ao mesmo tempo em que os prepara para o futuro.

Reconhecimento Internacional e Responsabilidade Ampliada

O recente reconhecimento dos “Teatros da Amazônia” — Teatro Amazonas e Theatro da Paz — como Patrimônio Mundial da Unesco eleva a projeção internacional de Manaus. Este título aumenta a responsabilidade sobre a preservação dos bens culturais e a qualificação de seus entornos.

Patrimônio e Desenvolvimento Urbano: Conceitos Integrados

Para o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, a conquista internacional é fruto de um trabalho coletivo com participação técnica do município. “O Implurb não está apenas para celebrar esse momento importante. Tivemos participação técnica na construção da candidatura que levou ao reconhecimento internacional”, afirmou Peixoto, destacando a colaboração com o Iphan.

Peixoto enfatiza que patrimônio e desenvolvimento urbano não são opostos. “Preservar não significa congelar a cidade. O patrimônio precisa estar integrado à vida urbana, e o programa Nosso Centro trabalha justamente nessa perspectiva de trazer mais vida, turismo, negócios e cultura para o Centro de Manaus”, disse.

Novos Usos para uma Cidade Viva

A integração entre preservação e transformação urbana é um dos princípios do programa Nosso Centro. Segundo o vice-presidente do Implurb, Pedro Paulo Cordeiro, a estratégia envolve identificar imóveis históricos e vazios urbanos para receber novos usos.

O programa possui o eixo “Mais História”, que foca na preservação através da reconversão e do novo uso. O casarão Thiago de Mello, que hoje abriga o Concultura, e o casarão São Vicente, que será transformado em um hub de inovação, são exemplos dessa iniciativa.

A requalificação da rua Ferreira Pena, dentro do programa Nosso Centro, visa fortalecer a vocação gastronômica e cultural da área, estimulando a circulação de pessoas e o retorno da população ao Centro. “A ideia é resgatar o Centro e trazer as pessoas de volta para a nossa cidade”, destacou Cordeiro.

Diversidade de Usos e Participação Privada

A recuperação do centro histórico depende da manutenção da diversidade de atividades, como comércio, serviços, moradia, gastronomia, cultura e turismo. “A melhor coisa para uma cidade é a diversidade de usos”, ressaltou Cordeiro.

A revitalização de áreas centrais degradadas é um processo contínuo que exige investimentos públicos e participação da iniciativa privada. A rua Ferreira Pena exemplifica essa possibilidade, buscando potencializar atividades existentes e atrair novos negócios.

Patrimônio como Identidade

A preservação de imóveis históricos está diretamente ligada à identidade da população, registrando diferentes períodos da formação de Manaus. “Quando você preserva, está preservando não apenas a história, mas a identidade de um povo”, afirmou Cordeiro.

A identidade manauara e amazonense, formada pela diversidade cultural, incluindo as culturas indígena e ribeirinha, deve ser resgatada para contribuir na construção de um futuro melhor.

Com informações da Prefeitura de Manaus