
O projeto do Aquário de Manaus, uma iniciativa da Prefeitura de Manaus, tem como objetivo principal apresentar ao público a extraordinária vida aquática dos rios amazônicos, um universo muitas vezes desconhecido. O empreendimento, que faz parte do programa “Nosso Centro”, se diferencia ao focar na vasta biodiversidade de água doce da Amazônia, a maior do planeta, em vez de aquários marinhos tradicionais.
Experiência imersiva e educativa
Mais do que um local de contemplação, os aquários modernos buscam oferecer uma experiência imersiva e educativa. A arquitetura, iluminação e tecnologia são empregadas para aproximar os visitantes da vida aquática. Além da observação, muitos desses espaços funcionam como centros de conservação, pesquisa e educação ambiental, estimulando a curiosidade e o compromisso com a preservação.
Estudo aprofundado e inspirações
A equipe do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) realizou um estudo detalhado em aquários nacionais e internacionais para conceber o projeto de Manaus. Segundo o diretor-presidente da autarquia, Carlos Valente, o trabalho abrangeu tecnologia, operação e sustentabilidade econômica.
“Logo no início da gestão, o prefeito David Almeida lançou o programa ‘Nosso Centro’, que reúne uma série de intervenções para revitalizar a área histórica da cidade. Entre as demandas que ele mais nos cobrava estava justamente o aquário. Nós visitamos várias cidades brasileiras, como Santos, Balneário Camboriú, Rio de Janeiro e São Paulo, para entender não apenas o funcionamento dos aquários, mas também sua tecnologia, equipamentos, modelo de gestão e viabilidade econômica”, explicou Valente.
O projeto também se inspira em referências como o Oceanário de Lisboa e o Aquário de Gênova, mas com um diferencial: a valorização da paisagem amazônica. “Costumo dizer, sem exagero, que esse será o aquário mais bonito do Brasil. Estudamos grandes aquários nacionais e internacionais, mas nenhum deles tem a pegada amazônica que estamos propondo. A experiência do visitante será como caminhar entre as raízes das árvores dos rios Negro e Amazonas, criando uma integração entre água e floresta que nenhum outro aquário oferece”, destacou o secretário.
Dinâmica dos rios em dois pavimentos
A arquitetura do aquário replicará a dinâmica dos rios amazônicos, com dois pavimentos temáticos. Um deles será dedicado à ictiofauna do rio Negro, com suas águas escuras e peixes ornamentais. O outro pavimento focará no sistema do rio Solimões e rio Amazonas, apresentando espécies de águas barrentas.
Os visitantes poderão observar cardinais, acarás-disco, tucunarés, pirararas, jaraquis e o imponente pirarucu, espécies muitas vezes conhecidas apenas como alimento ou em imagens, mas raramente vistas em seu habitat natural.
Vocação educativa e ambiental
O aquário terá uma forte vocação educativa e ambiental, indo além do turismo. “Quantas crianças já viram um cardinal, uma piranha ou um pirarucu nadando vivo? Muitas vezes elas conhecem esses peixes apenas no prato ou no mercado. Aqui, será possível observar a vida desses animais, interagindo com a água. Isso desperta nas crianças um sentimento de pertencimento e de responsabilidade com o meio ambiente”, afirmou Valente.
Sustentabilidade econômica
O complexo incluirá estacionamento subterrâneo, lojas de souvenirs, quiosques e um rooftop com operações gastronômicas focadas na culinária regional. O objetivo é criar um modelo de sustentabilidade econômica para garantir o funcionamento do espaço a longo prazo.
O aquário promete se consolidar como um novo marco turístico e educativo em Manaus, conectando pessoas com a extraordinária vida dos rios da maior floresta tropical do mundo.
A Amazônia abriga entre 1.800 e mais de 3.000 espécies de peixes de água doce, desde pequenos peixes ornamentais como o cardinal até gigantes como o pirarucu (Arapaima gigas), que pode ultrapassar 3 metros de comprimento e pesar mais de 200 quilos. O projeto do aquário para Manaus foca neste ecossistema aquático complexo, formado por rios, lagos e florestas de várzea conectadas, representando uma das maiores riquezas naturais do continente.
Com informações da Prefeitura de Manaus







