
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) denunciou o prefeito de Turilândia e outras nove pessoas por envolvimento em um esquema de desvio de verbas públicas. Segundo a denúncia, o grupo criminoso recebia entre 82% e 90% dos valores pagos pela Prefeitura Municipal, com os empresários que forneciam notas fiscais fraudulentas ficando com o restante.
Núcleo Familiar e Político Central no Esquema
A investigação aponta que familiares diretos do prefeito desempenhavam um papel crucial na organização, atuando como um “círculo de confiança” para ocultar, dissimular e usufruir dos valores ilícitos. A participação desses indivíduos era fundamental para a estabilidade e blindagem patrimonial do grupo.
Crimes e Pedidos do MP
Com base nas apurações, o MP pede a condenação dos denunciados por crimes como organização criminosa, peculato-desvio, fraude a licitações, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além disso, o órgão ministerial requer o ressarcimento integral dos valores desviados, com correção monetária e juros, e a decretação da perda de todos os bens, direitos e valores que constituam produto ou proveito dos crimes, mesmo que registrados em nome de terceiros.
Prisões e Próximos Passos
Paulo Curió, Eva Curió, Janaina Soares Lima, seu marido Marlon de Jesus Arouche Serrão e o contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros, estão presos preventivamente no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, com a prisão mantida pela Justiça. As prisões ocorreram durante a Operação Tântalo II, deflagrada em dezembro pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPMA. O MP planeja apresentar novas denúncias contra outros integrantes do esquema, incluindo 11 vereadores em prisão domiciliar e servidores públicos suspeitos de participação.
A denúncia atual foca no núcleo político e familiar, mas o MP ressalta que outros agentes públicos e particulares já identificados serão objeto de denúncias autônomas, relativas a núcleos empresarial, administrativo-operacional e legislativo, visando a racionalização processual e a individualização das condutas.
Com informações do Ministério Público do Maranhão.







