
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a atuação do colega Dias Toffoli na condução do inquérito que apura irregularidades no Banco Master. A decisão de Toffoli, tomada em dezembro do ano passado, determinou que a investigação deveria tramitar na Corte máxima, e não na Justiça Federal em Brasília, em virtude da citação de um deputado federal, que possui foro privilegiado no STF.
O caso remonta a novembro de 2023, quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Compliance Zero. A ação investiga a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, além de uma tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), este último ligado ao governo do Distrito Federal. As suspeitas apontam para fraudes que poderiam alcançar a cifra de R$ 17 bilhões.
Investigação e foro privilegiado
Além do banqueiro Daniel Vorcaro, o inquérito envolve outros acusados, como os ex-diretores Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, e o ex-sócio do banco Augusto Ferreira Lima. A inclusão de um deputado federal nas investigações foi o fator determinante para que o caso fosse remetido ao STF, garantindo o foro privilegiado.
A decisão de Mendes reforça a linha adotada por Toffoli, que ao analisar a conexão de um parlamentar com os fatos, entendeu pela competência do Supremo para julgar a matéria, visando assegurar a legalidade e a imparcialidade do processo.
Com informações da Agência Brasil







