
O Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Adolescência (Unicef) emitiu um alerta sobre os graves prejuízos causados pela falta de acesso à água potável e a condições adequadas de saneamento em escolas públicas no Brasil. Apesar de avanços recentes, milhares de estudantes ainda são impactados por essa carência, que afeta diretamente a saúde, o bem-estar e o aprendizado.
Disparidades no acesso à água
Em 2024, cerca de 75 mil estudantes permaneciam sem acesso à água em 2.512 escolas públicas. O Unicef ressalta que o perfil desses alunos revela profundas disparidades sociais e raciais. Alunos negros e uma parcela relevante de crianças e adolescentes indígenas compõem a maioria das escolas afetadas.
Impactos para meninas e mulheres
A falta ou a precariedade do acesso à água afetam de forma mais acentuada meninas e mulheres, especialmente durante o período menstrual. O Unicef aponta que isso pode levar ao afastamento das alunas das salas de aula ou à necessidade de deixarem a escola em busca de banheiros adequados, o que prejudica o aprendizado e aumenta a exposição a situações de violência.
Saúde e alimentação escolar comprometidas
Além de dificultar o consumo de água e a higiene básica dos estudantes, o desabastecimento hídrico também impacta a preparação da merenda escolar. Esses três fatores – acesso à água, higiene e alimentação – são considerados fundamentais pelo Unicef para garantir a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes no ambiente escolar.
Ações do Unicef
No ano passado, o Unicef implementou ações importantes, como a instalação de sistemas de abastecimento de água movidos a energia solar no Amazonas e a ampliação de sistemas no território Yanomami, em Roraima. A principal estratégia do Fundo, no entanto, é o apoio a gestores para o fortalecimento de políticas públicas voltadas para o acesso à água nas escolas.
Com informações da Agência Brasil







